Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Feira de aberrações

Segundo uma notícia do Sol, o sargento Luís Gomes vai dar uma sessão de autografos numa feira de enchidos, a propósito do livro "Amo-te filha - Caso Esmeralda". Isto pouco depois de ter mandado a boca de que o Baltazar devia usar o dinheiro da indemnização (recebida devido ao sequestro da criança) para abrir uma conta em nome da filha.

Mais uma vez sublinho que me é igual ao litro com quem a miúda fica. Por mim até a podem mandar para o casal McCann! Mas serei eu a única pessoa a achar isto profundamente hipócrita? Primeiro ninguém tem que mandar postas de pescada sobre onde os outros gastam o dinheiro, depois porque ele próprio anda a ganhar dinheiro à custa da criança e não tomei conhecimento que tivesse aberto alguma conta em nome dela.

Além do mais, dar autógrafos numa feira de enchidos deve ser deprimente. Já agora, para quando o presépio com a miúda a fazer de menino Jesus, o sargento e a esposa como José e Maria? Também podem pôr a miúda atrás duma vitrine como nas feiras de aberrações que havia noutros tempos e convidar o pessoal para ir lá ver. De qualquer modo, traumatizada já ela deve estar...

Com sorte, pode ser que, quando crescer, a miúda tenha barba e nessa altura é que vai ser vê-la a render no circo Cardinalli como a mulher barbuda!

publicado por bonecatenebrosa às 16:27
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Que nome se dá a um conjunto de disparates?

Li no Sapo a notícia de que um "homem grávido deu à luz por parto natural". Mais interessante que o sensacionalismo associado à notícia, foi ler os comentários do público. Chiça que já há muito tempo que eu não lia tanto disparate junto! Aliás, nem em todas as entrevistas que deu desde que está no governo, o Sócrates conseguiu dizer tanta asneira.

Para aqueles que se questionam sobre como foi concebida e de onde saiu a criança, passo a explicar: saiu exactamente pelo mesmo sítio que entrou. Visto que o indivíduo em questão estava a fazer tratamento hormonal para mudar de sexo, mas ainda não tinha feito a operação aos órgão genitais, tinha uma aparência masculina mas órgãos femininos. Se ainda assim não perceberam, é simples: ele rezou muito a Fátima a pedir para engravidar e a cegonha trouxe-lhe o bebé de Paris ou talvez da China, mas isso agora é com a cegonha.

Para aqueles que estão preocupados com o bem-estar psicológico da criança, acreditando que ela poderá ficar traumatizada com a situação, cá fica o meu parecer. Acredito que seja muito mais traumático ser negligenciada ou mal-tratada pelos pais, independentemente do sexo e/ou orientação sexual dos mesmos. Acho muito mais provável que a criança fique traumatizada com os comentários jocosos e discriminatórios que se fazem acerca dos seus pais, do que com os pais propriamente ditos.

Engraçado como as pessoas gostam de julgar aquilo que é diferente. Eu própria admito que também o faço, e apresento publicamente as minhas desculpas. A verdade é que não sendo adepta de nenhum clube futebolístico, já me perguntei se a prática largamente difundida de levar crianças ao futebol não será traumática. E baptizá-las também me parece traumático. Quer dizer, que mal é que a criança fez para passar por uma cerimónia que não entende e onde ainda lhe molham a cabeça? E a mutilação imposta às crianças que ainda são bebés quando os pais se lembram de lhes furar as orelhas. Ui tantos traumas, a loucura colectiva está explicada.

E a propósito, a Drª Manuela Ferreira Leite, de forma sábia, admite uma postura discriminatória em relação aos homossexuais, achando que não lhes deve ser concedida a possibilidade de casarem, recorrendo ao argumento segundo o qual homossexuais e heterossexuais são diferentes e, independentemente de a Constituição dizer o contrário, não devem usufruir dos mesmos direitos porque contrariam a norma. Digo "de forma sábia" porque, de facto, ela tem razão em duas coisas: a sua postura é mesmo discriminatória e uma coisa é uma coisa enquanto outra coisa é outra coisa. Do mesmo modo, também contraria a norma um partido ser liderado por uma mulher, pelo que segundo a sua própria teoria, ela deveria abandonar o cargo e dedicar-se a funções mais "femininas" como procurar meias para cozer. Quem tem telhados de vidro...

publicado por bonecatenebrosa às 00:21
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

O que é demais enjoa!

Já não posso ouvir falar na triste saga da Esmeralda/Ana Filipa, a pobre menininha que, não sendo órfã, também tem uma vida lixada. Chiça penico! Quando não é a Maddie é a Esmeralda...

Também já não posso ouvir a voz irritante do Eduardo Sá a falar de como a entrega da miúda ao pai biológico vai ser catastrófica e traumatizante. Traumatizante é perder um membro ou ficar tetraplégico num acidente do IP4. Catastrófico é ser espancado pelos pais dia sim dia não, abandonado na roda dos enjeitados ou ver a família toda e o cão, gato e periquito serem dizimados por uma ceifeira mecânica!

Não sei nem me interessa quem tem razão no meio desta trapalhada toda. Se é o pai biológico que não quis saber quando a mãe da miúda engravidou, se é a mãe biológica que em vez de fazer as coisas como deve ser limitou-se a escolher um casal para deixar a miúda e pronto, ou se é o casal que criou a miúda que não tratou da papelada e quando recebeu a ordem para a entregar ao pai, em vez de cumprir, desapareceu com a miúda sabendo, à partida, que mais tarde ou mais cedo, teriam de regressar. Cambada de irresponsáveis, todos eles!

Aqui fica uma solução à Rei Salomão sem a parte de cortar a miúda ao meio (isso seria, de facto, traumatizante): nem o casal nem o pai biológico ficam com a miúda, pinta-se-lhe o cabelo de louro e mandamo-la ao casal McCann dizendo que é a Maddie. Os ingleses param de nos chatear e a miúda é criada num país com muito mais oportunidades que este. É só uma ideia...

Para aqueles que lerem este post e pensarem "esta gaja é mesmo uma vaca insensível" (sim, vão existir, eu sei), fiquem-se com esta informação retirada do Sol: "As crianças com entre 6 e 10 meses de idade diferenciam o resto dos seres humanos entre atractivos e repulsivos, segundo os comportamentos individuais que estes tenham mostrado com os outros (...) os bebés preferem ter a seu lado alguém que ajuda os outros do que alguém que engana ou se mantém impassível perante a necessidade alheia". Tenho grandes dúvidas acerca desta informação mas, a ser verdade, devo ser uma óptima pessoa porque parece que há sempre algum miúdo irritante ao pé de mim.

publicado por bonecatenebrosa às 19:47
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