Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Façam o que eu digo e não o que eu faço

Segue-se um excerto dos comentários de Lula da Silva no seu programa semanal: "Hoje, na União Europeia, eles estão cada vez mais aprovando leis para dificultar a vida dos migrantes, ou seja, dos pobres que chegam lá. É importante lembrar as várias comunidades que tem aqui. E nós convivemos tranquilamente, em harmonia [...]. Eu quero que os brasileiros tenham no exterior o tratamento que nós damos aqui aos estrangeiros. O que nós queremos é que os brasileiros lá fora e os povos do mundo sejam tratados com respeito, levando em conta a questão dos direitos humanos, e não tratados como se fossem delinquentes".

Pessoalmente também acho que os brasileiros (como todas as pessoas) deviam ser bem tratados, não questiono essa parte. Mas porquê a preocupação com o exterior quando há tanto mau trato no interior? Talvez o povo devesse ser bem tratado logo no país de origem, antes dos seus governantes virem pedir aos restantes países que tratem bem os migrantes.

Ora, uma boa forma de tratar bem o povo é afastando do governo os políticos corruptos (e isto serve para o Brasil, Portugal e qualquer outro país que neste blog não se pratica discriminação, nem sequer a positiva), área em que o sr. Lula da Silva poderia começar a dar o exemplo.

A propósito, na minha modesta opinião, também não faz bem ao povo brasileiro ser baleado acidentalmente pelas forças de segurança, nem ser apanhado no fogo cruzado de tiroteios, nem ser assaltado no semáforo, nem tantas outras coisas.

Embora não pretenda adivinhar os motivos que levam cada brasileiro a emigrar, desconfio que boa parte dos emigrantes procuram noutros países melhores oportunidades do que aquelas que tinham no seu país de origem. Assim sendo, por muito importante que seja a preocupação governamental com o bem estar do povo nos países de destino, um bom governante devia começar por criar oportunidades no seu próprio país para que o povo não tivesse de emigrar.

Portugal devia fazer o mesmo mas como estamos muito ocupados a discutir quem vai descer de divisão não nos podemos dedicar a ninharias.

publicado por bonecatenebrosa às 12:31
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

O peso do chicote

Li esta notícia no SAPO: "Trabalha-se cada vez menos em Portugal. Em apenas uma década, a carga horária semanal caiu mais de duas horas. A conclusão é do Eurostat, o instituto de estatística europeu."

Não sei se alguém se lembra daquele senhor que costumava ir para a Venda do Pinheiro nos dias das galas do Big Brother e que ficou famoso por gritar "A mim só me apetece é ganir". Pois é, a mim também! Ganir, miar, balir, cacarejar, imitar um verdadeiro Jardim Zoológico.

Talvez os senhores do Eurostat queiram experimentar vir passar uns tempos a trabalhar em Portugal. Pode ser que, confrontados com as condições de trabalho que há por cá, percebam melhor por que motivos se trabalha cada vez menos: talvez seja porque não há emprego, porque aquele que há tem algumas semelhanças com o tempo da escravatura e porque o restante (por exemplo, político, director de bancos, dirigente desportivo) não implica propriamente trabalho.

publicado por bonecatenebrosa às 14:00
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Domingo, 22 de Julho de 2007

Sevilhanas Vs Fandango

Há poucos dias o Senhor José Saramago disse sabiamente que Portugal devia ser integrado na Espanha e formar um novo país, cujo nome seria Ibéria. Esta é, sem dúvida, a ideia mais patriótica que alguém podia ter.

Cada vez gosto mais deste homem! Gosto das ideias dele e gostei quando li o Memorial do Convento, depois o Ensaio Sobre a Cegueira, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, As Intermitências da Morte, O Homem Duplicado e Todos os Nomes. O Ano da Morte de Ricardo Reis é que me está a custar um pouco mais, mas hei-de lá chegar, com tempo, porque as coisas boas devem ser saboreadas.

Essa seria, de facto, a melhor maneira de fazer Portugal sair do buraco. E a este propósito, lembrei-me agora de há algum tempo ter lido a seguinte frase: "só quando batemos no fundo é que percebemos que o fundo pode descer mais um bocadinho". É isto que eu vejo acontecer neste nosso país à beira mar plantado.

Vejo gente criticá-lo por ser anti-patriótico e por estar a servir os interesses dos espanhóis. Não concordo. Aliás, o problema é precisamente ele estar a ser excessivamente patriótico e a servir apenas os interesses dos portugueses. Sejamos realistas, a ideia do Senhor Saramago só é difícil de aplicar porque teríamos de convencer os espanhóis a quererem Portugal e os espanhóis, felizmente para eles, têm juízo. Qualquer pessoa consegue ver que integrar Portugal é um mau negócio, principalmente porque a ilha da Madeira (e, consequentemente, o sr. Alberto João Jardim) faria parte do pacote. Se os espanhóis falassem português, ao ouvir a sugestão do Senhor Saramago, diriam algo do estilo "chiça penico!!!".

publicado por bonecatenebrosa às 14:21
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

1.ª maravilha de Portugal

A capacidade do ser humano para fazer coisas ridículas nunca deixa de me espantar. Assim sendo, não posso deixar de sugerir para 1.ª maravilha de Portugal este videoclip da música "A Pouco e Pouco", do José Cid. Acho que é o primeiro compositor capaz de, numa letra de música, mandar a sua gaja fazer favas com chouriço, depois de dar um beijo no escrivão e comentar que a secretária é boa. Para cúmulo, ainda o vemos sem óculos, o que é um momento histórico.

http://www.youtube.com/watch?v=wMAel2PcMMU

E como uma desgraça nunca vem só, aproveitem para ver como foi quando este ídolo da música portuguesa se passou completamente durante um concerto. Sinceramente, eu também me passava se o pessoal não parasse de atirar cuecas! Ou então abria uma loja de roupa interior...

http://www.youtube.com/watch?v=nQrFScxG7eo&mode=related&search=

publicado por bonecatenebrosa às 12:35
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Domingo, 10 de Junho de 2007

Dia de qualquer coisa

A partir do momento em que temos um Dia das Mentiras, porque não haveríamos de ter um Dia de Portugal? Tendo em conta que este ano decidiram levar as comemorações para o deserto, acho que alguns camelos podiam aproveitar para ficar por lá.

Bom feriado para todos (apesar de calhar num Domingo).

publicado por bonecatenebrosa às 13:48
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

E porque não o País Basco?

Pois é, contrariamente a todas as expectativas, o Alberto João Jardim ganhou de novo. Não estava mesmo nada à espera, fiquei tão desiludida.

Não há muito a dizer sobre o assunto, aliás no caso do Marques Mendes, o melhor era ficar caladinho ou pedir autorização às pessoas crescidas antes de falar porque, sinceramente, dizer que a vitória do Alberto João representa um momento de mudança... Mudança por comparação com quê? Com as últimas décadas? Não me parece. Talvez com os últimos séculos... Mas verdade seja dita, o Alberto João já mandava na Madeira no milénio passado!

Só quero deixar bem claro que apoio os madeirenses em qualquer processo de independência perante o colonialismo do continente. E isto porque já ninguém está para os aturar. Comparados com o Alberto João, os etarras até são uns gajos mansos! Podíamos fazer uma troca com os espanhóis, mas não me parece que eles sejam estúpidos para aceitar.

Assim sendo, apenas peço que se for para dar a independência à Madeira (algo de que eu gostaria bastante), é para serem mesmo independentes. Não é para ser como aqueles putos mimados que saem de casa dos pais mas continuam a ir lá comer todas as refeições e a levarem a roupa para as mães lavarem e passarem a ferro. Não é para ser como com Timor em que, demos-lhes a independência mas cada vez que precisam de dinheiro, lá vamos nós ajudar, cada vez que precisam de tropas para resolverem as merdas que lá fazem, lá mandamos nós os militares.

Querem ser independentes, sejam. Mas a partir daí, não chateiem!

publicado por bonecatenebrosa às 13:55
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Já podemos respirar de alívio

Pois é, o Eusébio está livre de perigo!

Continuamos a ter, a nível europeu, índices de analfabetismo, desemprego, mortes na estrada, contaminação por HIV, maus-tratos conjugais e infantis que assustam qualquer pessoa normal. Abençoados sejamos por não sermos normais!

É que estas miudezas já não nos assustam, habituamo-nos a elas e, quando passa um dia sem que haja uma pequena tragédia pessoal ou colectiva damos por nós a pensar "Parece que há qualquer coisa que está a faltar e não sei bem o que é...".

Desde que Portugal existe que aprendemos a ser um povo triste e saudosista para quem "antigamente é que era bom", contente com as suas misérias, que exibe no café, nos transportes e no centro de saúde como se fossem medalhas ou feridas de guerra. Protestamos por ninharias mas calamo-nos quando os assuntos são sérios, queixamo-nos de que a nossa voz não se faz ouvir, mas nos dias de eleições vamos à praia.

E assim sendo, tudo vai bem: o túnel do Marquês abriu, o Benfica e o Sporting jogam no próximo fim-de-semana e o Eusébio vai ter alta. Estamos felizes!

publicado por bonecatenebrosa às 13:49
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