Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Como é bom ser mãe!

Há não muito tempo, alguém comentou neste blog, de uma forma pejorativa, que eu provavelmente não tinha filhos, considerando as coisas que dizia. Nessa altura, eu respondi que preferia não ter filhos do que tê-los e não ser competente o suficiente para criá-los.

De facto, as pessoas tendem a sobrevalorizar a maternidade e achar que todas as mulheres têm instintos maternais. Isto não podia estar mais errado! Para ter um filho basta fazê-lo e pari-lo, como tantas fêmeas fazem no mundo animal. A parte difícil é criá-lo e para isso, havemos de concordar, que nem toda a gente está apta.

Acresce que as mulheres que são mães não são necessariamente melhores do que aquelas que não são. Simplesmente, por uma quantidade de escolhas pessoais ou circunstâncias da vida, acabaram por ser mães e isso não as torna mais sensíveis, cuidadosas, carinhosas ou femininas que as outras mulheres. Torna-as apenas mães e, do mesmo modo que há mulheres excepcionais, também há mães excepcionais.

Para que fiquem com um exemplo do que digo e vejam que eu não ando para aqui a inventar, leiam esta notícia: "Alegando que precisava do dinheiro, mãe oferece filha de 2 anos a um bordel em Espanha. A polícia espanhola deteve uma mulher suspeita de ter tentado prostituir a filha de 2 anos num bordel de Sitges, perto de Barcelona. A denúncia foi feita às autoridades pelo responsável do estabelecimento. A mulher, com 33 anos, foi detida na passada segunda-feira. Estava na posse de cocaína e tinha deixado o filho, de 7 anos, sozinho num bar perto do bordel onde terá tentado oferecer a filha para prostituição, a troco de dinheiro. A notícia foi avançada pelo jornal catalão “La Vanguardia”, que conta que a mulher terá dito à polícia que precisava do dinheiro porque não podia contar com o apoio do pai das crianças. As autoridades estão a investigar a possibilidade de a criança ter sido oferecida pela mãe a outros bordéis. Por decisão judicial, a custódia dos menores foi entregue ao pai."

Ora, o que mais me choca aqui não é sequer a idade da criança. É sim a idade da mãe. Isto porque com 33 anos ela ainda tinha corpinho para ir trabalhar. Se não tem trabalho, ou este não chega para o sustento, então podia ser ela a ir prostituir-se. O pior que poderia acontecer aos filhos era serem chamados de filhos da puta...

É claro que isto não acontece todos os dias, pelo menos não nos países que se dizem desenvolvidos. Mas acontecem outras coisas! Portanto, antes de avaliarem uma mulher como excepcional só porque é mãe, classificando as que não são mães como mulheres de segunda categoria, pensem nisto.

publicado por bonecatenebrosa às 13:57
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

A moral e os bons costumes

O caso das "mães de Bragança" voltou à ordem do dia, com a condenação do principal arguido a 9 anos de prisão. Embora isso não me interesse nada, algumas nuances deste caso não deixam de me despertar a atenção.

A primeira de todas é o nome "mães de Bragança". Ora, o que me parece relevante para o caso é o facto de os maridos andarem a encorná-las com funcionárias de casas de alterne. Não me parece que sejam mães a queixarem-se do comportamento sexual promíscuo dos seus filhos. Resumindo, se qualquer mulher (mãe ou não) poderia queixar-se, que sentido faz esta designação? Nenhum. Como, aliás, tudo o resto no caso.

Em segundo lugar, o argumento "as brasileiras vêm para cá roubar os nossos homens" é profundamente ridículo! Se é verdade que os homens são criaturas estranhas, também é verdade que, tanto quanto sei, não foram obrigados a nada. Não se ouviu falar de nenhuma brasileira que tenha ido buscar estes homens ao conforto do lar, onde eles estavam recatadamente com as respectivas esposas, para os obrigar a "pegar-lhes na mão e conversar".

Além disso, não me queiram convencer que os homens portugueses são um tesouro, desejado por todas as brasileiras... Ainda se dissessem "as brasileiras vêm para cá e os nossos homens são tão estúpidos que deixam as contas bancárias a zero para sustentarem essas mesmas brasileiras que, se forem espertas, não querem saber deles para nada e dão-lhes um pé na bunda assim que eles deixarem de ter utilidade". Aí eu acreditava! E sugeria que passassem a casar com separação de bens. Porque um homem que vos encorna com uma brasileira, também vos encorna com uma portuguesa ou com outra estrangeira qualquer, alternadeira ou não...

Metam na cabeça que os homens não são particularmente esquisitos no que toca a dar uma queca (nem a pegar na mão). Eles não querem é portuguesas, pelo menos não as que têm em casa! Se estas mulheres (as ditas mães) são tão respeitáveis deviam, em nome da moral e dos bons costumes, dar-se ao respeito e mandar os maridos pastar. Acho que eles não se iam importar, principalmente porque não iam ter de pagar às ovelhas...

O argumento da higiene e saúde pública já me parece mais válido. Mas tendo em conta que os mesmos homens vão agora a Espanha para usufruírem do mesmo serviço, também não se resolveu nada na área da saúde. Pior! Assim, lixam a economia portuguesa e também a economia doméstica com maiores gastos de gasolina que também vão contribuir para um aumento da poluição. Ai ai que lá vem o fim do mundo...

Por fim, um reparo a uma senhora brasileira que dizia que não fazia nada de mal mas que, mesmo assim, queria deixar o alterne. Cuidado! A votação neste blog mostrou claramente que a puta da vida é bem pior que a vida da puta. Veja lá no que se vai meter...

publicado por bonecatenebrosa às 14:07
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Sábado, 30 de Junho de 2007

6.ª Sobrenatural ao Sábado - "Desaparecimento Enigmático"

"Paris, 1889, ano da Grande Exposição. As ruas transbordavam de homens de negócios, compradores e turistas. Na sua maior parte, os hotéis tinham as lotações esgotadas.

No mês de Maio, chegaram à capital uma inglesa e a filha, provenientes de Marselha, onde haviam desembarcado, vindas da Índia. Tinham reservado dois quartos individuais num dos mais famosos hotéis de Paris.

Assinaram os seus nomes no livro de registo e foram conduzidas aos seus quartos. A mãe ficou instalada no quarto 342, um aposento luxuoso, com pesados cortinados de veludo cor de ameixa, papel de parede coberto de rosas, um sofá de espaldar alto, mesa oval de pau-cetim e um relógio de bronze dourado.

Quase imediatamente, porém, esta senhora sentiu-se doente e ficou de cama. O médico do hotel, que foi chamado, examinou-a, fez algumas perguntas à filha e teve depois uma conversa breve e agitada com o gerente do hotel, a um canto do quarto. Embora não falasse francês, a jovem conseguiu compreender as instruções que o médico, lentamente, lhe forneceu. A sua mãe encontrava-se gravemente enferma e necessitava de um medicamento determinado que ele só tinha no seu consultório, no outro extremo de Paris. Como ele próprio não podia abandonar a doente, pedia-lhe que fosse na sua carruagem.

A jovem partiu, a uma velocidade exasperantemente vagarosa. Depois de uma espera angustiosa no consultório, e de uma viagem de regresso igualmente lenta, voltou com o remédio. Tinham decorrido 4 horas.

Saltando da carruagem, precipitou-se para a recepção do hotel. «Como está a minha mãe?», perguntou ao gerente. Este olhou-a sem expressão. «A quem se refere, mademoiselle ?», perguntou. Apanhada de surpresa, ela gaguejou uma explicação da sua demora. «Mas, mademoiselle , não sei nada da sua mãe. A mademoiselle chegou sozinha ao hotel.»

Perturbada, a jovem protestou: «Mas nós registámo-nos aqui há menos de 6 horas. Veja no livro de registos.» O gerente apresentou o livro e percorreu a página com o dedo. A meio da página encontrava-se a assinatura da jovem, mas, imediatamente acima, onde a mãe assinara, estava o nome de um estranho. «Ambas assinamos - insistiu desesperadamente a jovem - e a minha mãe recebeu o quarto 342, onde está neste momento. Por favor, leve-me imediatamente até junto dela.»

O gerente garantiu-lhe que o quarto estava ocupado por uma família francesa, mas subiu com ela. O quarto 342 continha apenas os objectos pessoais dos seus novos ocupantes. Não havia cortinados cor de ameixa, nem papel de parede com rosas, nem sofá de espaldar alto, nem relógio de bronze dourado.

De novo na recepção, a jovem encontrou o médico do hotel e procurou averiguar o que sucedera à mãe. Este negou tê-la alguma vez encontrado e jurou que nunca examinara a mãe.

A jovem expôs o sucedido ao embaixador britânico, que não a acreditou; tão-pouco nela acreditaram a polícia ou os jornais. Finalmente, regressou a Inglaterra, onde deu entrada num asilo.

Uma explicação para esta estranha história é a de que a mãe teria contraído a peste na Índia. O médico, tendo reconhecido os sintomas, conspirara com o gerente do hotel para esconderem a notícia, que teria certamente arruinado a Grande Exposição. Mas podia o quarto 342 ser decorado de novo em 4 horas? E que terá sucedido ao corpo da mãe? O mistério permanece."

 

O grande livro do maravilhoso e do fantástico,

Selecções do Reader's Digest

publicado por bonecatenebrosa às 16:02
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