Domingo, 23 de Novembro de 2008

Duas questões para reflectir durante a próxima semana

1 - Por que motivo é que quando o Zé Diogo Quintela imita a ministra da educação, até consegue fazer com que ela pareça bonita? Sim, porque se eu não soubesse que o Zé Diogo está travestido e me mostrassem a foto da "ministra real" e da "ministra zé diogo", perguntando qual delas era uma mulher, eu provavelmente escolhia a segunda.

2 - Como é possível a existência de uma quadrilha de oito pessoas? Li agora numa notícia do Sapo que em Israel foram condenados 8 jovens por pertencerem a uma quadrilha neonazi. Ou eram duas quadrilhas, ou então não sei onde é que a pessoa que escreveu a notícia aprendeu a fazer contas.

publicado por bonecatenebrosa às 22:50
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Areia para os olhos, ovos para o carro

Talvez a ministra da educação achasse que ao lixar os professores estava a agradar aos alunos. O que aconteceu ontem em Fafe é a prova de que tinha razão: os alunos, entusiasmados e felizes com a política educativa da ministra acharam que deviam atirar-lhe ovos. Aqui estão os links das imagens:

http://www.youtube.com/watch?v=PocuH_fLzD8

http://www.youtube.com/watch?v=yphfHVh4XxI

É um gesto nobre se pensarmos que em época de crise a comida fica cara e, coitadinha da ministra, podia estar a passar dificuldades. Eu, pessoalmente, acho que para a próxima deviam atirar-lhe bumerangues porque, ao menos, como voltam para trás, podem ser atirados de novo e não se desperdiça comida.

Entretanto, não deixem que vos atirem areia para os olhos. A notícia de que os resultados da actual avaliação de professores só teriam efeitos nos concursos daqui a 4 anos não é nova. Já estava prevista há muito tempo mas está a ser anunciada agora como se fosse uma cedência governamental. Não se deixem enganar!

Ah, e só para acabar: o modo de falar dos miúdos dos vídeos acima, é a prova cabal de que o sistema de ensino é facilitista. De qualquer modo, ao menos eles sabem que a culpa da sua ignorância linguística não é só deles e dos professores. É também (e principalmente) da ministra.

publicado por bonecatenebrosa às 11:49
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Professores em processo de aprendizagem

Ontem tive a oportunidade de ver a manifestação de professores de perto e devo dizer que só de ver tanta gente junta, com um mesmo objectivo, fiquei intimidada e algo satisfeita.

Fiquei ainda mais satisfeita quando cheguei a casa e vi as declarações da ministra da (des)educação. A ministra não se sentiu intimidada. Óptimo! Se algum dia precisarmos de mandar alguém para um cenário de guerra, temos ali uma excelente opção. Pelos vistos, nada consegue abalar a determinação daquela mulher. Podemos começar por mandá-la àquelas escolas boas onde devia haver detectores de metais à entrada.

Melhor ainda: a ministra não prima pela inteligência (o que, aliás, já era de calcular tendo em conta as suas políticas educativas). Senão como é que se pode explicar que ela tenha afirmado abertamente que a única coisa que a assustava eram as greves de professores em épocas de exames nacionais? Isto é profundamente estúpido! É quase o mesmo que o super-homem sobrevoar Metropolis gritando aos quatro ventos "Eu perco os meus poderes na presença de Kryptonite".

Professores, sejam um exemplo de inteligência e não percam mais o vosso tempo em manifestações e greves ao longo do ano. Concentrem tudo na época dos exames nacionais! É verdade que é lixado para os estudantes, mas o sistema de ensino já é tão facilitista para eles que é bom que se deparem com algumas contrariedades uma vez ou outra, mais que não seja para se familiarizarem com o mercado de trabalho.

publicado por bonecatenebrosa às 18:03
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Sair do poleiro e voltar à escola

Acabo de ligar a televisão e está a dar na RTP o "Sabe mais que um miúdo de 10 anos". Ao que parece o Jorge Gabriel estava a perguntar aos miúdos o que achavam que devia ser diferente na escola e uma das miúdas diz que acha que os professores deviam mandar para a rua os alunos que se portam mal porque perturbam os restantes.

Provavelmente, a catraia não saberá que se os professores não fazem isso mais vezes, não é por amor aos putos irritantes da turma, mas sim porque sabem as repercussões que esse acto poderia ter na sua vida profissional.

Ainda assim, a mocita sabe mais que a ministra da educação porque reconhece aquele que deveria ser um direito dos professores e dos alunos bem comportados e interessados em aprender.

Talvez a ministra da educação devesse assumir que não sabe mais que um miúdo de 10 anos.

publicado por bonecatenebrosa às 21:37
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

A revolta dos frustrados

Com este post estou a participar no passatempo do http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/.
A revolta dos frustrados

É assim que chamo às praxes.

Poderia acabar já este post porque, de certa forma, já está tudo dito. Mas achei que devia tecer mais alguns comentários. Quando fui caloira, não fui particularmente massacrada pelos chamados veteranos ou, na minha interpretação, sujeitos que reconhecem as dificuldades inerentes ao mercado de trabalho e optam por acumular reprovações de modo a nunca abandonarem a faculdade, envelhecendo lá ao ponto de serem confundidos com professores catedráticos e sobrecarregando as famílias com o pagamento de propinas. Como tudo tem o seu lado positivo, conhecem a fundo o sistema de ensino e, em caso de ataque nuclear, sabem quais são os recantos da faculdade que mais se assemelham a bunkers para se esconderem.

Voltando à linha de raciocínio que interrompi, apenas fui apanhada uma vez e só não me recusei a ser praxada porque a praxe consistia apenas em ter a cara pintada e cantar a música que celebrizou o Calimero e a Abelha Maia. No entanto, quando tomei a iniciativa de abandonar o recinto e fui confrontada por uma criatura que dizia "olha que depois vais a tribunal de praxe", limitei-me a responder "está bem". A menos que tencionem vir-me buscar a casa agora que já estou licenciada, penso que me safei e nunca fui a tribunal nenhum...

Quando aparecem mais criaturas daquele tipo a falarem dos benefícios da praxe porque, dizem eles "facilita a integração", eu pergunto "até que ponto nos queremos integrar com aquela gente?". Não tive falta de amigos na faculdade, não conheci nenhum desses amigos durante a praxe e, tanto quanto sei, muitos nem sequer foram praxados. Não éramos considerados totós, não fomos rejeitados por ninguém. Aliás, se alguém me rejeitou sem que eu reparasse, desculpem lá a arrogância, mas essa pessoa é que ficou a perder.

No fundo, a praxe mantém-se porque uma quantidade de idiotas quer libertar as suas frustrações e outros idiotas não têm coragem para se afirmar, mesmo que às vezes sejam em número superior. E no meio disto tudo, vamos tendo casos de polícia que não chegam a lado nenhum e que ainda agravam mais os problemas causados às vítimas porque estas, no fundo, a partir do momento em que se matricularam, estavam a pedi-las...

Ora, considerando tudo isto, penso que o senhor primeiro-ministro faz muito bem em apostar nas novas oportunidades. Assim, quem desistir do curso porque não está para passar o primeiro ano a ser espancado, pode sempre voltar quando for mais velho e já ninguém achar que ele é caloiro. De qualquer modo, se a ideia é pagar o curso e ficar desempregado, se calhar mais vale desistir do curso e ficar inteiro...

publicado por bonecatenebrosa às 14:14
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Como é bom ser mãe!

Há não muito tempo, alguém comentou neste blog, de uma forma pejorativa, que eu provavelmente não tinha filhos, considerando as coisas que dizia. Nessa altura, eu respondi que preferia não ter filhos do que tê-los e não ser competente o suficiente para criá-los.

De facto, as pessoas tendem a sobrevalorizar a maternidade e achar que todas as mulheres têm instintos maternais. Isto não podia estar mais errado! Para ter um filho basta fazê-lo e pari-lo, como tantas fêmeas fazem no mundo animal. A parte difícil é criá-lo e para isso, havemos de concordar, que nem toda a gente está apta.

Acresce que as mulheres que são mães não são necessariamente melhores do que aquelas que não são. Simplesmente, por uma quantidade de escolhas pessoais ou circunstâncias da vida, acabaram por ser mães e isso não as torna mais sensíveis, cuidadosas, carinhosas ou femininas que as outras mulheres. Torna-as apenas mães e, do mesmo modo que há mulheres excepcionais, também há mães excepcionais.

Para que fiquem com um exemplo do que digo e vejam que eu não ando para aqui a inventar, leiam esta notícia: "Alegando que precisava do dinheiro, mãe oferece filha de 2 anos a um bordel em Espanha. A polícia espanhola deteve uma mulher suspeita de ter tentado prostituir a filha de 2 anos num bordel de Sitges, perto de Barcelona. A denúncia foi feita às autoridades pelo responsável do estabelecimento. A mulher, com 33 anos, foi detida na passada segunda-feira. Estava na posse de cocaína e tinha deixado o filho, de 7 anos, sozinho num bar perto do bordel onde terá tentado oferecer a filha para prostituição, a troco de dinheiro. A notícia foi avançada pelo jornal catalão “La Vanguardia”, que conta que a mulher terá dito à polícia que precisava do dinheiro porque não podia contar com o apoio do pai das crianças. As autoridades estão a investigar a possibilidade de a criança ter sido oferecida pela mãe a outros bordéis. Por decisão judicial, a custódia dos menores foi entregue ao pai."

Ora, o que mais me choca aqui não é sequer a idade da criança. É sim a idade da mãe. Isto porque com 33 anos ela ainda tinha corpinho para ir trabalhar. Se não tem trabalho, ou este não chega para o sustento, então podia ser ela a ir prostituir-se. O pior que poderia acontecer aos filhos era serem chamados de filhos da puta...

É claro que isto não acontece todos os dias, pelo menos não nos países que se dizem desenvolvidos. Mas acontecem outras coisas! Portanto, antes de avaliarem uma mulher como excepcional só porque é mãe, classificando as que não são mães como mulheres de segunda categoria, pensem nisto.

publicado por bonecatenebrosa às 13:57
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

A importância de uma erecção

Ainda no mês passado, um indivíduo condenado por três crimes de tentativa de abuso sexual de crianças e pelo crime de abuso sexual de criança (um rapaz de 13 anos) na forma continuada, viu a sua pena ser reduzida de 7,5 anos para 5 anos pelo Supremo Tribunal de Justiça. Diz o STJ que é diferente praticar esses actos com uma criança de 5 ou 6 anos ou com um jovem de 13 anos "que despertou já para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade". Apesar da longevidade da maior parte dos juízes do STJ, acho que é uma boa altura para perguntar se, eles próprios, alguma vez passaram da puberdade.

Há alguns anos ficou famoso o acórdão em que se fazia referência à "coutada do macho ibérico". Para quem não sabe ou não se lembra, duas turistas foram violadas por um português. O facto de não terem consigo companhia masculina que as protegesse e de estarem com roupas frescas em pleno Verão parece ter sido o suficiente para que os doutos juízes achassem que elas estavam a pedi-las e, vai daí, reduziram a pena ao violador. Afinal, num país tão católico, parece que há quem ache que as mulheres só devem sair de casa na companhia de homens e, de preferência, usando burka. Se andam para aí a mostrar a carninha, essas badalhocas sujeitam-se...

Há não tanto tempo, outra história interessante, foi a de uma mulher assassinada pelo marido, depois de vários anos de maus-tratos. Desta feita, a pena do homicida foi reduzida porque, aparentemente, a mulher cozinhava mal e não sabia passar a roupa a ferro como deve ser. Grande vaca! Então o coitado do homem casou-se com ela cheio de vontade de a amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e enquanto lhe arreia porrada, e essa estúpida não sabe cozinhar nem passar a ferro? Será que ela não estava satisfeita com o ordenado de empregada doméstica? Ou será que ele não lhe pagava porque, ao fim ao cabo, se casou com ela, ser empregada deveria vir por acréscimo? Acho que os juízes do STJ são desta opinião.

Ainda mais recentemente foi a história dos maus-tratos da responsável de um lar às crianças deficientes mentais que estavam institucionalizadas nesse local. O STJ acha que as estaladas e palmadas que a senhora dava eram um castigo lícito, aceitável e normal que qualquer "bom pai de família" poderia dar no exercício das suas funções educativas. Sou da opinião que as crianças, de uma maneira geral, não ficam traumatizadas por levar uma palmada e, nalguns casos, acho que as palmadas têm uma função muito pedagógica, principalmente em miúdos mimados que fazem birras por tudo e por nada e ainda batem na avó. No entanto, parece que a senhora não se limitava a dar palmadas, também fechava os miúdos na despensa às escuras e amarrava-os à cama. Isto já não me parece tão pedagógico, principalmente se relembrarmos que são crianças com deficiências mentais. Mas os senhores juízes, como "bons pais de família" que devem ser, lá sabem o que fazem no recato do seu lar às respectivas mulheres e filhos.

E chega-se assim ao caso actual, do rapaz de 13 anos, vítima da abuso sexual e capaz de erecção. Embora eu entenda a lógica de o aumento da idade da criança justificar a redução da pena ao abusador, esta é apenas uma pequena parte da questão. Eu entendo que este tipo de crime, tal como outros crimes que agora não interessam, possa ter nuances que importa considerar, como por exemplo o tipo de abuso (apalpão é diferente de penetração), a regularidade (uma vez é diferente de todos os dias), etc. O que não interessa nada é se o rapaz já atingiu a puberdade ou não. Aliás, uma rapariga pode atingir a puberdade aos 8 anos enquanto outra atinge apenas aos 16 e isso não torna a primeira mais madura e capaz de tomar decisões relativamente à sua vida sexual do que a segunda. O que interessa é que a lei define que a prática de actos sexuais com crianças até ao 14 anos configura crime de abuso sexual, pelo que a puberdade não é para aqui chamada. Daqui a nada, os juízes aparecem mascarados como num antigo anúncio da Evax, dizendo "Sou a tua menstruação, vamos fazer uma festa, trouxe confetis e, já agora, se abusarem sexualmente de ti, a partir de hoje estás por tua conta".

Não é preciso eu ser homem para saber que uma erecção não é um acto voluntário: acontece durante o sono ao homem adormecido e, já agora, durante um enforcamento ao homem enforcado. Os juízes, sendo na sua maioria homens, ainda deveriam saber isso melhor que eu. No entanto, parece-me que estão demasiado ocupados a fazer juízos morais e de valores, para se preocuparem em tratar os assuntos com objectividade e exactidão. É triste, porque a continuar assim, não falta muito para que em vez de um STJ tenhamos uma Suprema Milícia Popular.

publicado por bonecatenebrosa às 11:25
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Profissão de risco

Hoje, numa das poucas ocasiões em que tive de andar de táxi, deparei-me com um sujeitinho particularmente interessante.

De início pensei que até ia ser porreiro, o táxi não cheirava mal, ele não falava de mais, tudo parecia estar bem. Até que chegamos ao primeiro semáforo e ele buzina assim que passa a verde. Estranhei mas não liguei. Quando vi que ele fazia aquilo em todos os semáforos, deixei de estranhar. Mas até aqui, ele é só mais um português apressado.

A parte mais cómica foi quando eu lhe dei a indicação de que estávamos a chegar ao local pretendido e ele podia parar. Fi-lo porque quando lhe disse para onde queria ir, tinha dado apenas o nome da rua, sem precisar o local. Ouço-o resmungar mas pensei que não era nada comigo. Estendo-lhe a nota para pagar, ao que ele pergunta "Se já me tinha dito que era para aqui que queria vir, não precisava de me dizer onde é para parar, olhe que eu sei fazer o meu trabalho". Achei aquilo surreal mas decidi não responder, ao que ele insiste "Acha que eu não sei fazer o meu trabalho?". Nesta fase irritei-me mas consegui conter-me e limitei-me a responder "Se sabe fazer o seu trabalho, então dê-me o troco e a conversa acaba aqui". E assim foi.

De um modo geral, não dou importância a este tipo de gente, e tenho o maior respeito pelos taxistas em geral, tal como pela maioria das pessoas. No entanto, dei por mim a pensar que, em vez de se gastar dinheiro a por sistemas GPS nos táxis ou vidros à prova de bala para separar condutor de passageiro, talvez fosse preferível dar a alguns taxistas aulas de boas maneiras. É que a manterem este nível de educação e civismo, não admira que ande por aí muita gente com vontade de lhes fazer a folha e acabem por ter uma profissão de risco.

publicado por bonecatenebrosa às 18:18
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Domingo, 6 de Maio de 2007

Excessos alimentares e outros vícios

Hoje é um dia importante no futuro da Madeira. Aposto que todos estão com grandes expectativas para ver quem irá ganhar as eleições, a luta está renhida e qualquer voto poderá fazer a diferença. E se lerem isto em voz alta muitas vezes, pode ser que uma dia acreditem.

Até lá, e aproveitando a guerra declarada contra a obesidade, hoje irei falar de vícios. Isto porque acho que anda por aí muito boa gente a confundir as coisas.

Ponto 1 - Estou de acordo que a obesidade é responsável por inúmeros problemas de saúde e que é indispensável promover uma alimentação saudável.

Ponto 2 - Por mais que as escolas tomem a iniciativa de retirar dos seus bares e cantinas a comida altamente calórica e gordurosa (e fazem bem), a educação começa em casa, e se os pais continuarem a mandar pacotes de batatas fritas para o lanche dos filhos, as escolas não vão ter grande margem de manobra. Além disso, se continuarem a haver McDonalds a menos de 300 metros das escolas com Happy Meals a 1,5 euros, também não vão ser alcançados grandes resultados.

Ponto 3 - Não caiam na asneira de achar que a obesidade é tão grave como a anorexia e a bulimia. É que, mesmo para os adultos, é por vezes difícil encontrar o equilíbrio e facilmente se oscila entre extremos. Em crianças, e principalmente em adolescentes, a obsessão com o peso pode descarrilar para perturbações do comportamento alimentar, muito mais difíceis de curar que a obesidade e com efeitos muito mais devastadores.

Ponto 4 - Não queiram comparar os excessos alimentares com o consumo de tabaco, como há pouco tempo fazia um senhor no programa da Fernanda Freitas na RTP2. Este senhor dizia que, do mesmo modo que um fumador devia ser criticado por fumar em restaurantes, também os obesos deviam ser criticados por comerem em demasia. Ora, um obeso que come em excesso apenas se prejudica a si mesmo, enquanto um fumador num espaço público prejudica os que estão à sua volta. Se alguns não se importam, outros há que podem importar-se e, se a liberdade de uns acaba onde começa a dos outros, ninguém impede o fumador de fumar em casa, onde não incomoda mais ninguém.

Ponto 5 - É claro que podemos dizer que ambos produzem um impacto negativo sobre o Sistema Nacional de Saúde e usar o argumento "Os meus impostos não têm de pagar os erros dos outros" (um pouco à semelhança do célebre "usar os meus impostos para as clínicas de aborto, não obrigada"). Em certa medida concordo. Mas se os meus impostos também pagam o tratamento de cancros, tuberculoses, alzheimers, parkinsons, diabetes e asmas, entre outras doenças que eu não tenho, onde é que iríamos pôr o limite?

Para concluir relembro que havia um senhor que dizia "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Isto é a lógica da batata, mas convém relembrá-la porque quando as pessoas a esquecem, entram rapidamente em extremismos ridículos e injustificados. Dêem a cada problema a importância que ele merece, sem pecar por excesso ou por defeito.

publicado por bonecatenebrosa às 13:42
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