Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Feira de aberrações

Segundo uma notícia do Sol, o sargento Luís Gomes vai dar uma sessão de autografos numa feira de enchidos, a propósito do livro "Amo-te filha - Caso Esmeralda". Isto pouco depois de ter mandado a boca de que o Baltazar devia usar o dinheiro da indemnização (recebida devido ao sequestro da criança) para abrir uma conta em nome da filha.

Mais uma vez sublinho que me é igual ao litro com quem a miúda fica. Por mim até a podem mandar para o casal McCann! Mas serei eu a única pessoa a achar isto profundamente hipócrita? Primeiro ninguém tem que mandar postas de pescada sobre onde os outros gastam o dinheiro, depois porque ele próprio anda a ganhar dinheiro à custa da criança e não tomei conhecimento que tivesse aberto alguma conta em nome dela.

Além do mais, dar autógrafos numa feira de enchidos deve ser deprimente. Já agora, para quando o presépio com a miúda a fazer de menino Jesus, o sargento e a esposa como José e Maria? Também podem pôr a miúda atrás duma vitrine como nas feiras de aberrações que havia noutros tempos e convidar o pessoal para ir lá ver. De qualquer modo, traumatizada já ela deve estar...

Com sorte, pode ser que, quando crescer, a miúda tenha barba e nessa altura é que vai ser vê-la a render no circo Cardinalli como a mulher barbuda!

publicado por bonecatenebrosa às 16:27
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Talvez seja altura de pôr os gémeos a render

Notícia do Sapo: "Com o dinheiro do fundo Find Madeleine a esgotar-se, Kate e Gerry procuram outras formas para financiar a procura pela filha que desapareceu na Praia da Luz no passado dia 3 de Maio. Segundo o jornal britânico The Guardian, a produção de um filme sobre o desaparecimento de Maddie pode ajudar a resolver os problemas financeiros da campanha dos McCann".

E não é que a miúda, mesmo desaparecida ou morta ou ambas, dá mais lucro à família do que antes, quando tinham de lhe pagar comida, roupa, médicos e creches? Qual abono de família qual carapuça!

publicado por bonecatenebrosa às 19:29
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

O exemplo deve vir de cima

Segundo o Sapo "O papa Bento XVI considerou hoje que só poderá ser instaurada no mundo uma «ordem de desenvolvimento justa e sustentável» se os homens adoptarem um estilo de vida sóbrio e um compromisso para distribuição equitativa dos recursos".

Como eu sou da opinião de que o exemplo deve vir de cima, fico à espera de ver o Vaticano (que é só o estado mais rico do mundo) a dar o exemplo. No dia em que começarem a distribuir pelos pobres o ouro que têm nas igrejas e, principalmente, os cachuchos que o papa costuma usar, pode ser que eu também comece a repartir os meus escassos recursos.

publicado por bonecatenebrosa às 17:13
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Homenagem à Premiere

A edição de Outubro é a última da única revista de qualidade sobre cinema existente em Portugal. Parece que, essencialmente, o problema está ligado a questões orçamentais. Acho que, no fundo, esse é o problema de praticamente tudo e todos...

Deixo então aqui a minha homenagem a essa revista, que comprei de uma forma bastante assídua e na qual gostava particularmente da rubrica "Os Dias de Criswell".

 

Embora não tenha nada a ver com o resto do post, aproveito para dizer que estou ligeiramente mais feliz do que é habitual. Já me foi feito o pagamento de um dos vários ordenados que tenho em atraso! Continuo pobre, mas é bonito ver o dinheiro a aparecer quando já achávamos que ele era só uma fantasia...

publicado por bonecatenebrosa às 14:26
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

... E a caridade que se lixe!

No final de tudo, a igreja que, supostamente, deveria seguir o exemplo de Jesus Cristo, abdicando de bens materiais e fazendo caridade, está é a chular o peregrino. Mas se o peregrino gosta, tudo bem.

Acho que a ideia acaba por ser um "faz o que eu digo, não faças o que eu faço", traduzido por "deixa lá de ser avarento (que a avareza é um pecado mortal), passa para cá o dinheiro, faz a tua parte da caridade, que eu construo uma igreja".

Com sorte, até podem dizer ao peregrino que vai a Fátima pedir o milagre de arranjar emprego que, com uma pequena contribuição, ele habilita-se a estar entre os 20 funcionários que vão assegurar a manutenção e vigilância da nova igreja. Mas como só 20 serão escolhidos, é melhor darem uma contribuição caridosa...

publicado por bonecatenebrosa às 16:24
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... Escreve certo por estradas tortas...

Ao que parece, outros 10 milhões (mais coisa menos coisa que, no fundo, quem é que se interessa por estas ninharias) vão servir para a construção de um túnel rodoviário.

Está mal! O bom peregrino não vai para Fátima de carro! Porquê? Porque gasta até ao último centavo a patrocinar as obras da igreja. Logo, não tem dinheiro para a gasolina e tem de se deslocar a pé ou de joelhos, faça sol ou chuva, para demonstrar a sua fé.

Quer-me parecer que foi o mafarrico que inspirou esta ideia para desencaminhar os (cada vez mais) pobres fiéis.

publicado por bonecatenebrosa às 16:23
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Deus faz o milagre da multiplicação dos custos...

Este é o primeiro post de uma trilogia.

Parece que os custos de uma nova igreja em Fátima já ascendem ao dobro do inicialmente previsto, custando cerca de 80 milhões de euros, ao invés dos 40 milhões definidos inicialmente.

Em parte, isto acontece porque, foram precisos mais 10 milhões de euros para as fundações da igreja, que obrigaram à colocação de estacas a 32 metros de profundidade, em zonas de rocha. No fundo, acho que Deus queria espetar uma estaca no diabo, mas acabou por espetá-la foi nos bolsos dos peregrinos, já que parece que foram esses tansos que financiaram integralmente a obra.

Como quem corre por gosto não cansa, quem faz o caminho para Fátima de joelhos e, no fim, ainda deixa que lhe deitem a mão ao bolso, também não deve cansar.

publicado por bonecatenebrosa às 16:22
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Por 30 dinheiros Judas vendeu Jesus. E você?

Ontem, alguns jornais anunciavam, com grande consternação, que as criancinhas que apareciam nas fotografias a testar os computadores que o nosso bem amado primeiro ministro andou a distribuir, estavam a receber 30 euros para fazer aquele trabalho de figuração.

Nem sequer me vou pôr para aqui a falar da questão do trabalho infantil e dos riscos que aquele comportamento poderia ter para a saúde das crianças, desde problemas oftalmológicos até posturais, passando pelos défices no comportamento social, de que está tão na moda falar quando as crianças ficam algum tempo em frente ao computador, ao invés de irem para a rua brincar com os amigos que, se calhar, lhes dão carolos e os convencem a roubar pastilhas da mercearia lá da rua. Ah! A infância... essa bela fase do desenvolvimento, em que só acontecem coisas boas.

A meu ver, o que importa aqui é o seguinte:

1) Onde está o concurso público para recrutamento de crianças? Cunhas, não é? Pois, já sabemos como funciona.

2) Esses 30 euros saíram do bolso de quem? Pergunta estúpida! Está-se mesmo a ver.

3) O que é preciso fazer para ganhar um ordenado mínimo? É que se a testar computadores para a fotografia, ganham-se 30 euros, eu só quero saber o que tenho de fazer ao governo para ganhar aí uns 500. É que, por 30 euros, eu até beijava o Sócrates! E duas vezes, que a vida está cara!

Assim sendo, aqui fica mais uma dúvida existencial: por 30 euros, o que fariam a pedido do governo? Podem votar até dia 4 de Agosto no sítio do costume (na área de votação situada no lado direito). Se aceitassem fazer algo que não está contemplado nas hipóteses, ponham como comentário, que todas as sugestões para sacar uns trocos são bens vindas.

publicado por bonecatenebrosa às 15:38
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Um para cada português

Vi a notícia de que cada deputado iria passar a ter direito a um assessor. Admito que ainda agora me estou a rir... esta é a prova cabal da incompetência dos nossos deputados! Ora, vejamos bem, tendo em conta a dificuldade e extrema exigência física e intelectual do trabalho que eles fazem, não admira que precisem da ajuda dos assessores. É que ficar no gabinete a segurar na caneta dá trabalho. E isso já para não falar de quando têm de assistir aos debates no parlamento. Aí dá sempre jeito ter um assessor que lhes dê um empurrãozinho quando estão a começar a adormecer...

Afinal de contas, e mais que não seja, ao fim de algum tempo fica difícil decidir o que fazer com o dinheiro dos impostos que nós pagamos. "Hum, será que vamos construir uma escola ou um hospital na margem sul, onde fazem tanta falta porque aquilo é um deserto? Não. Talvez uma nova auto-estrada! Não, também não. Uma remodelação na minha casa de banho! É melhor não, depois da remodelação da cozinha era capaz de dar muito nas vistas. Ah, já sei! Vou arranjar maneira de que todos os deputados tenham um assessor! Pronto, e mato dois coelhos de uma só cajadada, porque assim arranjo tachos para muitos filhos, sobrinhos e afilhados. É isso mesmo!". Vá lá, temos de concordar que é um raciocínio com lógica.

Agora só falta que, em tempo de campanha eleitoral, os políticos comecem a prometer um assessor para cada português, à semelhança do que, em tempos, alguns políticos fizeram com os electrodomésticos.

publicado por bonecatenebrosa às 14:16
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

E porque não o País Basco?

Pois é, contrariamente a todas as expectativas, o Alberto João Jardim ganhou de novo. Não estava mesmo nada à espera, fiquei tão desiludida.

Não há muito a dizer sobre o assunto, aliás no caso do Marques Mendes, o melhor era ficar caladinho ou pedir autorização às pessoas crescidas antes de falar porque, sinceramente, dizer que a vitória do Alberto João representa um momento de mudança... Mudança por comparação com quê? Com as últimas décadas? Não me parece. Talvez com os últimos séculos... Mas verdade seja dita, o Alberto João já mandava na Madeira no milénio passado!

Só quero deixar bem claro que apoio os madeirenses em qualquer processo de independência perante o colonialismo do continente. E isto porque já ninguém está para os aturar. Comparados com o Alberto João, os etarras até são uns gajos mansos! Podíamos fazer uma troca com os espanhóis, mas não me parece que eles sejam estúpidos para aceitar.

Assim sendo, apenas peço que se for para dar a independência à Madeira (algo de que eu gostaria bastante), é para serem mesmo independentes. Não é para ser como aqueles putos mimados que saem de casa dos pais mas continuam a ir lá comer todas as refeições e a levarem a roupa para as mães lavarem e passarem a ferro. Não é para ser como com Timor em que, demos-lhes a independência mas cada vez que precisam de dinheiro, lá vamos nós ajudar, cada vez que precisam de tropas para resolverem as merdas que lá fazem, lá mandamos nós os militares.

Querem ser independentes, sejam. Mas a partir daí, não chateiem!

publicado por bonecatenebrosa às 13:55
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

Técnicas de sobrevivência

Às vezes dou por mim a pensar. É raro, mas de tempos a tempos acontece e, geralmente, depois tenho um esgotamento. Mas isso passa...

Desta vez, lembrei-me de questionar "O que poderei fazer para sobreviver quando deixar de contar com a ajuda dos meus pais, tendo em conta que no meu trabalho actual ganho menos do que se estivesse a receber o subsídio de desemprego?".

Mendigar nos comboios não me parece uma boa opção e, noutro dia, explicarei os meus motivos. Arrumar carros também não é lá grande ideia porque os outros moedinhas davam cabo de mim em 3 tempos.

Roubar está fora de questão. Não por honestidade ou vergonha, mas mesmo por falta de jeito. Já burlar podia ser uma alternativa. Os velhinhos facilmente se deixariam levar pelo meu ar encantador. Mas isto só resultava se eu não estivesse já sem abrigo, mal cheirosa e escanzelada.

Casar com um milionário parece uma opção agradável mas irrealista. E esperar que me saia o euromilhões implica ficar sentada muito tempo, o que iria tornar-se maçador. Sem contar que é preciso ter dinheiro para fazer as apostas.

Outra hipótese seria ir presa. De facto, há tecto, cama, comida e roupa lavada. Mas a ideia de partilhar uma cela com umas quantas matulonas não me parece lá muito interessante. Sem contar que duvido que a vida nas prisões seja tão porreira como a TV mostra quando lá vão equipas desportivas ou pessoal da moda e do teatro. Além do que, ter de gramar com a Ana Malhoa uma vez por ano no Natal das Prisões parece-me uma clara violação de qualquer direito fundamental.

Deixo então a pergunta: qual é a melhor forma de garantir a sobrevivência de desempregados, trabalhadores precários, trabalhadores supranumerários e trabalhadores a quem congelaram os aumentos e progressões na carreira? No fundo, como garantir a sobrevivência de todos nós, mais tarde ou mais cedo? Aceitam-se sugestões.

publicado por bonecatenebrosa às 23:24
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