Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

6.ª Sobrenatural - "Lugares vazios" (3)

Bom, aqui fica o final da trilogia:

"Sir Ernest Wallis Budge, especialista em egiptologia e funcionário superior do Museu Britânico, numa entrevista ao Daily Express afirmou ter conhecido dois personagens, um africano e o outro hindu, que durante a conversa tinham o costume de desaparecerem, como se evaporassem no ar. Não tinha dúvidas de que continuavam presentes mas invisíveis, pois podia ouvir os seus sorrisos. Budge rejeitava a hipótese de ter sido hipnotizado, pois podia andar perfeitamente pelo espaço antes ocupado pelos seus estranhos interlocutores.

Nos nossos dias continuam ainda a chegar-nos relatos de tão estranhas proezas.

Ramana Maharshi, o homem santo das montanhas do Arunashala, na Índia, desaparecia à vontade frente a seus discípulos; transformava-se numa coluna de fogo, para depois reaparecer tranquilamente, sorrindo.

No Norte da Índia, outra personagem, Sai Baba, ainda vivo, e que muitos reputam de santo, retira objectos de outra dimensão, flores, jarras, pequenas estatuetas, como se estas se materializassem no ar.

Zhang Bao Sheng, reputado psíquico chinês de nossos dias, consegue desmaterializar, por brincadeira, um sapato ao seu interlocutor, sem ele dar por isso, e transportá-lo para qualquer local de sua escolha, através de uma ruptura dimensional.

Mais perto de nós, em França, Mário Mercier, poeta, pintor onírico e apaixonado pelo xamanismo, pelo taoísmo e pelos cultos luminosos da natureza, relata-nos a sua experiência pessoal e a de seus companheiros de jornada, com as portas do espaço mágico.

Para Mercier, a floresta - lugar mágico por excelência - possui espaços privilegiados que funcionam como portas para outras dimensões.

Essas portas podem ser formadas por disposições bastante simétricas de duas ou mais árvores, por entre as quais passa um caminho para o invisível.

Esses espaços mágicos oferecem uma diferença de espírito, de ambiência, de intensidade, a quem deles se aproxima. A certas horas da noite, a passagem por essas portas para outras dimensões exige um ritual de protecção.

A floresta, à noite, tal como a montanha, é plena de entradas ocultas, de passagens secretas, onde às vezes nos tornamos completamente invisíveis aos olhos dos outros, mesmo em período de lua cheia.

O poder de aparecer e desaparecer à vontade pode parecer-nos desconcertante, embora possa ser mais ou menos explicável à luz das modernas teorias físico-matemáticas. Algumas fontes espirituais afirmam que essa capacidade será desenvolvida por um número crescente de pessoas, num futuro não muito distante."

 

Artigo do jornal A Capital

 

1 - Aposto que anda por aí muito boa gente que adorava que algumas das pessoas com quem convive também tivessem o hábito de desaparecer.

2 - Que raio de nome é Sai Baba? Podia sair cuspo ou gafanhotos, também podiam entrar moscas, mas pronto, sai baba.

3 - Já agora, esse Sai Baba e o Zhang Sheng, no fundo, são ladrões interdimensionais. O que é que a polícia pensa fazer quanto a isto? Ah, e isto não é nada comparado com os feitos do governo que consegue fazer desaparecer o salário dos portugueses e nunca mais ninguém os vê.

4 - Façam o favor de ter juízo e não se ponham a ir para florestas a meio da noite procurar árvores que formem padrões geométricos... pelo menos, não sem fazerem o ritual de protecção!

 

publicado por bonecatenebrosa às 12:48
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

6.ª Sobrenatural - "Lugares vazios" (2)

"Jean Durant, canadiano de origem francesa, possuía o poder de desaparecer e reaparecer à vontade. Deu numerosas demonstrações públicas e, em 1936, três médicos confirmaram essa sua capacidade.

Durant deixava-se encerrar numa sala - muitas vezes algemado - lacrada e vigiada por fora. Durant simplesmente desmaterializava o seu corpo para reaparecer fisicamente fora da sala, junto dos seus vigilantes.

A demonstração que deu em Chicago foi a última. Durant desapareceu da cela lacrada onde o tinham encerrado, para nunca mais ser visto.

Durant realizava o fenómeno da passagem para outra dimensão, voluntariamente e, aparentemente, com todo o controlo. Outros, simplesmente, podem tornar-se vítimas de uma ruptura entre dimensões, desaparecendo para sempre. Do mesmo modo, podemos perfeitamente conceber a possibilidade de seres de outra dimensão saírem dela para entrarem na nossa.

Intrigante foi o caso ocorrido em Nápoles, Itália, a 7 de Fevereiro de 1958; caiu do céu um canhão, utilizado na Segunda Guerra Mundial e datado de 1942.

Quase todos os casos de desaparecimentos inexplicáveis envolvem pessoas isoladas. Mas existem relatos de desaparecimentos em grupo, como o dos 800 peregrinos muçulmanos que foram a Meca, em 1975, ou o do desaparecimento do regimento britânico de Norfolk, em Galipoli, na Turquia, em 1915".

 

Artigo do jornal A Capital

 

1 - Explicações possíveis: o canhão estava a ser transportado de avião para alguma exposição ou museu e caiu, os 800 peregrinos muçulmanos estão em Guantanamo acusados de terrorismo e o regimento fez uma deserção colectiva.

2 - Maddie, em que buraco interdimensional andas tu?

 

publicado por bonecatenebrosa às 10:04
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

6.ª Sobrenatural - "Lugares vazios" (1)

"Anualmente desaparecem no mundo centenas de milhares de pessoas, por causas conhecidas ou simplesmente prováveis. No entanto, há casos que não se enquadram nos padrões normais e que para sempre permanecem envolvidos no mistério. A história e a literatura fantástica narram muitos destes casos. Qual é o segredo dos desaparecimentos inexplicáveis?

O caso Worson, ocorrido em Inglaterra, deixou perplexos os habitantes de Warwickshire.

Worson era sapateiro de profissão e tinha, nos tempos da sua juventude, ganho fama de atleta; corria distâncias consideráveis sem se cansar. Um dia um amigo apostou que ele não aguentaria correr até Coventry, que distava 65 quilómetros do local em que se encontravam.

A aposta foi imediatamente aceite por Worson, que se pôs a correr acompanhado por mais duas pessoas. Os primeiros quilómetros foram fáceis. De repente Worson pareceu tropeçar. Gritou e desapareceu como se tivesse sido engolido por um buraco, para não mais voltar.

Outro desaparecimento misterioso - que se tornou um clássico do género - foi o de Charles Ashmore, rapaz de dezasseis anos que morava com seus pais numa quinta perto de Quincy, Illinois, EUA.

O jovem Ashmore saiu de casa num fim de tarde para ir buscar água ao poço e nunca mais apareceu. Foi procurado por seu pai e pela irmã, que viram as suas pegadas na neve. O rasto de Ashmore não tinha chegado ao poço, cuja água permanecia intocada, mantendo uma camada de gelo à superfície. Parecia que Ashmore tinha, pura e simplesmente, desaparecido no ar.

A mãe de Ashmore e alguns vizinhos relatam que, às vezes, conseguiam ouvir a voz do rapaz chamando e pedindo ajuda, mas não percebiam de onde ela vinha. Os pedidos de socorro do jovem só desapareceram completamente no Verão seguinte.

Este caso foi estudado exaustivamente por Ambrose Bierce, que veio, ele também, a desaparecer misteriosamente em 1914, quando visitava o México.

Será que a ciência é capaz de fornecer uma explicação razoável para estes fenómenos?

Alguns cientistas afirmam que no nosso mundo visível existem «lugares vazios», como se fossem buracos na estrutura dimensional, por onde seres vivos e inanimados podem passar e desaparecer, por vezes para sempre. O famoso Triângulo das Bermudas, no Pacífico, seria um desses lugares.

Estes «buracos» podem abrir-se e fechar-se, e simplesmente engolir para outra dimensão tudo o que lá estiver, afirma o físico britânico John Taylor. A existência de «espaços dimensionais mais elevados» é incontestável para a maioria dos grandes matemáticos e físicos contemporâneos.

Mesmo antes de Einstein, Karl Gauss, Johan H. Lambert, Hermann von Helmholtz, Bernard Riemann, Poincaré e Minkovski tinham pensado em espaços de quatro, cinco e mais dimensões.

Poincaré dizia: «Não quebrem a cabeça com a questão da quarta dimensão. É absolutamente impossível imaginá-la, mas mesmo assim ela existe e os seus hiperespaços são factos incontestáveis»".

 

Artigo do jornal A Capital

 

1 - Esta história dá todo um novo sentido à frase "só queria meter-me num buraco e desaparecer"

2 - Se eu fosse o meu amigo Sempenas (http://sempenas.blogs.sapo.pt) já teria feito uma comparação maldosa com a Elsa Raposo, mas deixo isso para o mestre!

publicado por bonecatenebrosa às 13:36
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