Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

6.ª Sobrenatural - Especial Halloween

Pois é, hoje resolvi homenagear o Halloween. Para contrariar a crise, e porque nem sempre sou uma cabra materialista, ofereço-vos uma trilogia, porque o público dedicado merece (e o que não é dedicado, também não perde nada).

Aproveito para agradecer a uma amiga, que me emprestou o livro a partir do qual escrevo os posts para esta noite das bruxas. Pelo seu gesto, vou chamá-la de Boneca Generosa. Obrigada!

publicado por bonecatenebrosa às 22:54
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6.ª Sobrenatural - "Magia para casar com um rapaz rico"

"Durante a Semana Santa, não mudar de calça, dormindo com a mesma, desde Domingo de Ramos até Sábado de Aleluia. No Sábado de Aleluia, antes do sol nascer, tirar a calça, urinar nela, escondendo-a debaixo do colchão. No dia seguinte, Domingo da Ressureição, ir à primeira missa, vestindo essa calça. Na noite de domingo, antes de deitar-se fazer um embrulho composto da calça, 3 moedas de um valor qualquer, contando que chegue a um cruzeiro, com uma estrela do mar e pedra. Isso tudo coserá dentro de um pequeno saco em lugar que ninguém veja. Numa noite de lua nova, atirá-la ao mar, pensando no rapaz com quem quer casar dizendo:

Fulano, tu ficas amarrado,

E nestas águas do mar molhado.

Até comigo estares casado.

Se não houver resultado no correr do ano, renovar a mágica com o mesmo ou outro qualquer rapaz rico".

 

Antigo Livro de São Cipriano - O gigante e verdadeiro capa de aço

N. A. Molina

 

Agora um pequeno apontamento: Mais vale ficar pobre do que andar a fazer esta badalhoquice porque, a bem da verdade, não me admirava que alguém acabasse por casar com quem fizesse isto só para que o mau cheiro não se repetisse todos os anos.

publicado por bonecatenebrosa às 22:52
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6.ª Sobrenatural - "Magia para conservar o vigor viril"

"Numa madrugada de quinta para sexta-feira, entre 3 e 4 horas, cortar o tronco de uma palmeira, muito nova, com um metro de altura no máximo. Tirar o miolo do tronco, levando-o para casa, tendo o cuidado de não quebrar e guardando-o em lugar seguro.

Noutra madrugada, quando for maré cheia, ir a uma praia e mergulhar o miolo na água do mar, três vezes, até ficar bem molhado. Voltar com ele para casa. Cortar um pedaço e cozinhar até ferver. Deixar o líquido esfriar, guardar dentro de uma garrafa bem tampada e de vez em quando beber um cálice. Cortar um pedaço que seja bem pequeno, coser dentro de um saquinho de lã de qualquer cor, trazendo-o pendurado ao pescoço. Cortar outro pedaço conservando-o debaixo do colchão. O pedaço que resta deve ser guardado para ser cozido, quando terminar a garrafa."

 

Antigo Livro de São Cipriano - O Gigante e Verdadeiro Capa de Aço

N. A. Molina

 

Agora é que vai ser ver palmeirinhas a serem abatidas, coitadinhas... E depois homens a andarem com saquinhos de miolo de palmeira ao pescoço. E o lucro que um comerciante esperto podia fazer com isto: "compre já a sua garrafa de miolo de palmeira, a bebida que mata palmeiras mas nunca o deixa murchar"!

publicado por bonecatenebrosa às 22:50
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6.ª Sobrenatural - "Trabalho para ganhar no jogo"

"Manda-se fazer uma figa de azeviche, recomendando essencialmente que a façam com uma faca nova e de aço fino.

Lava-se em seguida a figa ao mar, suspensa de uma fita de Santa Luzia, e passa-se com ela três vezes pelas espumas das ondas.

Enquanto assim se está procedendo, reza-se três vezes o Credo, muito baixinho, quase imperceptivelmente, e oferece-se a Santa Luzia uma vela de quarta.

O jogador deverá trazê-la ao pescoço, quando jogar, tendo porém o cuidado de não se deixar cegar pela ambição, nem tampouco arrastar-se pela cobiça, para tirar desta receita resultado satisfatório."

 

Antigo Livro de são Cipriano - O Gigante e Verdadeiro Capa de Aço

N. A. Molina

 

Pois, quando jogarem no Euromilhões, tenham como objectivo acertar apenas em 2 número e uma estrela (duas estrelas no máximo), senão já estão a ser ambiciosos e nada feito.

publicado por bonecatenebrosa às 22:49
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

6.ª Sobrenatural - Solidariedade entre a bonecada

Ao que parece, em França, uma empresa decidiu fazer um boneco vudu do Sarkozy, o que está a dar alguma polémica porque ele ameaça processar a empresa. Deve estar a sentir umas pontadas e como é supersticioso, anda desconfiado de que a culpa é dos bonecos.

Sim, qualquer dor física (sem contar o peso na consciência) que o Sarkozy possa ter de hoje em diante vai ser, para mim, algo sobrenatural e potencialmente atribuível aos bonecos.

Eu, como boneca tenebrosa que sou, estou solidária com os bonecos vudu e aguardo ansiosamente a sua chegada a Portugal. Já estou a imaginar uma sessão do Parlamento cheia de "ais" e "uis".

publicado por bonecatenebrosa às 13:21
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Nova queima de soutiens e cuecas

Quando vi a notícia de que foi criada lingerie com GPS para que os maridos ciumentos pudessem saber o paradeiro das suas companheiras, o meu primeiro pensamento foi para o orifício corporal onde os ditos maridos poderiam enfiar o GPS.

Depois li a notícia com mais atenção e continuei a pensar a mesmíssima coisa. Ainda achei mais piada quando descrevem esta lingerie como sendo "do século XXI". A roupa pode ser realmente do século XXI mas a ideia é do século XVI, podia chamar-se cinto de castidade e ter sido retirada dos escritos de um senhor conhecido pela sua simpatia, chamado Tomás de Torquemada. Aposto que se no tempo dele já houvesse GPS, ele teria pensado nisto.

Fica também a informação: se algum dia eu tivesse um marido que me oferecesse isto, podia garantir 4 coisas. 1 - Ele tinha dinheiro para gastar, porque esta coisa custa cerca de 1000 euros; 2 - Ele não ia continuar a ser meu marido por muito tempo; 3 - Eu devia andar a dar no álcool ou na droga quando me casei; 4 - Só para sacanear o estafermo, eu ia fazer questão de largar a roupa interior num quartel de bombeiros. 

publicado por bonecatenebrosa às 14:45
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Para a próxima guarda uma cópia

Ao que parece, a casa do Sr. Miguel Sousa Tavares foi assaltada e aquilo que mais o preocupa é terem-lhe levado o computador onde tinha "um ano de trabalho". O desespero levou-o a propor que o ladrão lhe devolvesse o computador em troca de qualquer outro bem que possua em sua casa.

O José Eduardo Moniz já deve estar a ver a vida a andar para trás! Provavelmente contava com o próximo livro para adaptar para novela e assim lá vai ter de fazer mais uns episódios para engonhar alguma das novelas actuais.

De qualquer modo, aconselho o Sr. Miguel a ver o roubo pelo lado positivo: só lhe levaram o computador. Podiam ter-lhe levado o maço de tabaco...

publicado por bonecatenebrosa às 21:44
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Cada um sabe de si

A propósito do novo regime jurídico para o divórcio que foi promulgado pelo nosso presidente (não, não precisamos de mais comunicados, fica sossegadito faz favor), lembro-me de há pouco tempo ouvir o professor Marcelo falar dos inconvenientes que este novo regime levantava e fazia a comparação com os contratos de trabalho, dizendo que em breve os contratos de trabalho teriam mais estabilidade e garantias que os casamentos.

Como eu falo tanto como o professor Marcelo e, às vezes, tenho a nítida sensação de que entendo mais do que falo do que ele (embora não seja tão rápida a ler enciclopédias), dei por mim a pensar se a crítica dele representaria de facto um inconveniente.

Primeiro, só mesmo no planeta dele é que os contratos de trabalho são estáveis e com garantias. Depois porque, a meu ver, faz todo o sentido que um contrato de trabalho seja mais estável e dê mais garantias que um casamento. A nossa sociedade vem progressivamente a enaltecer os casamentos por amor, talvez porque fique mal admitir quando um casamento é de conveniência. Ora, o amor é uma emoção e, consequentemente, está sujeito a alguma instabilidade, o que faz com que o casamento seja automaticamente uma instituição instável. A prova disso é que, independentemente de o divórcio ser um processo fácil ou difícil, há cada vez mais gente a divorciar-se.

Por outro lado, as pessoas dependem do seu trabalho para ter casa, comida e, de um modo geral, dinheiro. Logo, as pessoas dependem do trabalho para sobreviverem, mas não dependem do casamento para sobreviverem. Aliás, o nosso presidente salienta que o novo regime jurídico do divórcio vai agravar vulnerabilidades, principalmente de mulheres e filhos menores, mas se essas mulheres tivessem estabilidade, direitos e garantias no mercado de trabalho, possivelmente não estariam dependentes de maus casamentos para sobreviverem.

Conclusão: Aumentem a estabilidade e garantias do mercado de trabalho para que cada um possa estar casado ou divorciado conforme seja o seu desejo, sem que isso prejudique ninguém. E assim ainda beneficiam os solteiros e os viúvos!

Ah, e para que vejam como eu sou um espectáculo, capaz de juntar dois temas polémicos num só post, reparem nisto: para aqueles que forem homofóbicos, talvez seja uma boa altura para defenderem o casamento de homossexuais. É que se o casamento está pelas ruas da amargura, deixar os homossexuais casarem-se pode ser o pior que lhes pode acontecer. Viram? Casamento, divórcio, homossexualidade... só falta mesmo uma catástrofe natural ou uma invasão extraterrestre!

publicado por bonecatenebrosa às 13:48
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

6.ª Sobrenatural - "A carroça fantasma"

O sonho da senhora Anderson, francesa casada com um sueco, ilustra curiosamente a lenda escandinava. Ela sonha que caminha por uma estrada deserta na companhia de sua filha Chantal, uma encantadora jovem que começa a fazer carreira no cinema.

Uma carroça passa por elas, percorre ainda uns metros e pára, rangendo. Reconhecem pessoas de família, todas já falecidas. O cocheiro, de roupas pretas, grande chapéu escondendo um rosto lívido, faz sinal a Chantal para subir. A senhora Anderson, que compreendeu o sentido do convite, quer ocupar o seu lugar. O cocheiro empurra-a e diz em tom peremptório: - Tu não! Ela!

Chantal obedeceu e foi sentar-se entre os defuntos, que lhe sorriem e se apertam para lhe darem lugar. A carroça afasta-se com um novo rangido. A senhora Anderson vê-se sozinha na estrada, mais do que nunca deserta, tão deserta quanto os dias que lhe restam para viver.

Acorda a chorar.

Nesse ano, por razões que sempre se mantiveram misteriosas, Chantal suicidou-se."

 

A premonição e o nosso destino

Jean Prieur

publicado por bonecatenebrosa às 13:23
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