Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

6.ª Sobrenatural - "Uma batalha retida no tempo"

"Imediatamente antes do amanhecer do dia 19 de Agosto de 1942, tropas canadianas e inglesas atacaram o porto de Dieppe, na Normandia, ocupado pelos alemães, num ensaio a grande escala do Dia D. Foi uma ataque através do qual os aliados aprenderam muito, mas a um custo terrivelmente oneroso. De um total de 6086 homens que desembarcaram, 3623 foram mortos ou feridos. Nove anos depois, a 4 de Agosto de 1951, imediatamente antes de romper o dia, duas inglesas que passavam as férias nas proximidades de Dieppe foram acordadas pelo som de artilharia. Durante as três horas seguintes ouviram uma repetição misteriosamente exacta dos acontecimentos ocorridos 9 anos antes, como se a batalha tivesse ficado retida no tempo. O seu relato foi confirmado pelos registos militares.

As duas mulheres, que eram cunhadas, encontravam-se em Puys, uma aldeia à beira-mar próxima de Dieppe, que constituíra um dos 3 pontos de desembarque durante o assalto.

Comparam-se a seguir a descrição da batalha ouvida pelas mulheres no dia 4 de Agosto de 1951 e os registos oficiais dos Aliados.

Ninguém mais na área ouviu algo de estranho. Embora as mulheres tivessem lido relatos da batalha, uma investigação conduzida em 1952 pela British Society for Psycchical Research (Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas) considerou que «a experiência deve ser classificada como uma genuína experiência psíquica».

[Aquilo que as mulheres ouviram] - Cerca das 4 horas: gritos de homens, «como que sobrepondo-se a uma tempestade», sons distintos de fuzilaria e bombardeamentos progressivamente mais fortes; 4h50m: silêncio súbito; 5h07m: vagas de ruído intenso - especialmente de bombardeiros - e alguns gritos débeis ao fundo; 5h40m: de novo silêncio; 5h50m: ruído de grande número de aviões, com um fundo de ruídos menos intensos; 6h: cessa todo o ruído; 6h25m: mais gritos, que enfraquecem gradualmente; 6h55m: silêncio ininterrupto.

[Aquilo que aconteceu de facto] - 3h47m: navios de assalto aliados travaram tiroteio com navios alemães. As tropas que reforçavam as defesas na praia trocavam provavelmente instruções em altos brados; 4h50m: hora 0 para o desembarque de tropas em Puys. A operação atrasara-se 17 minutos, pelo que o tiroteio poderá ter cessado neste momento; 5h07m: barcaças de desembarque chegam à praia em Puys sob intenso tiroteio. Depois os contratorpedeiros borbardearam Dieppe com granadas, enquanto a aviação atacava os edifícios do litoral; 5h40m: bombardeamento naval interrompido; 5h50m: chegaram reforços aéreos aliados, que travaram combate com a aviação alemã; 8h30m: repelido o ataque, com terríveis perdas aliadas. Os sobreviventes renderam-se."

 

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Melhor que Xanax

Bem sei que esta semana tenho andado um bocado desaparecida mas são ossos do ofício (aliás, com aquilo que ganho, só dá mesmo para os ossos).

De qualquer modo, só quero tranquilizar o público fiel da 6.ª Sobrenatural que o post relativo a essa rubrica irá aparecer na 6.ª, conforme previsto.

publicado por bonecatenebrosa às 20:24
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Domingo, 25 de Novembro de 2007

Objectivos realistas

Notícia do Sapo: "O governo do presidente norte-americano, George W. Bush, reduziu as suas metas políticas para o Iraque, fixando para os EUA e seus aliados em Bagdad objectivos modestos, com o fim de poder alcançar êxitos".
1.º Objectivo - Abrir os olhos ao acordar.
2.º Objectivo - Pôr um pé à frente do outro ao andar (isto já é mais difícil considerando a quantidade de amputados que deve haver por lá).
3.º Objectivo - Tentarem manter-se vivos durante a explosão de uma bomba num qualquer mercado iraquiano (ui, para o objectivo continuar a ser modesto, não é preciso conseguirem, basta tentarem).
4.º Objectivo - Se virem um senhor com um cinto de explosivos e um detonador, correr no sentido oposto.
5.º Objectivo - Não atacar tropas aliadas (este é mais complicado, têm de estar atentos e pensar antes de disparar, mas com jeitinho pode ser que consigam).
6.º Objectivo - Para aqueles que forem muçulmanos, rezar 5 vezes por dia, virado para Meca (vá, já estão habituados, não custa nada).
7.º Objectivo - Não gozar com os muçulmanos quando eles assumirem a posição de oração (é chato e que atire a primeira pedra o americano que nunca se pôs de rabo para o ar).
8.º Objectivo - Não aprender português (Mr Bush says it's a waste of money and I agree since most portuguese can't speak their language properly as well).
9.º Objectivo - Evitar cantar e dançar "The roof is on fire" durante a explosão de uma bomba num bairro residencial iraquiano.
10.º Objectivo - Fechar os olhos ao ir dormir.
Pronto, é difícil mas esperamos um esforço árduo no sentido de alcançar o sucesso. A vitória depende disto!
publicado por bonecatenebrosa às 14:37
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Há gente com azar...

Vi nas notícias do Sapo que uma ponte tinha colapsado enquanto era atravessada por vítimas de um ciclone que tinham ido buscar arroz.

Bom, aquilo é que é estar marcado para morrer! Até consigo imaginar uma figura sinistra, tipo Morte, a mandar um ciclone, a ficar estupidamente frustrada quando viu que não conseguiu dizimar toda a gente e a mandar a ponte abaixo só para ninguém poder dizer que ela deixou o trabalho inacabado. É chato quando o patrão vem pedir satisfações do género "Eu mandei-te matar 1000 pessoas e só morreram 600! Andamos a brincar? Ordens são para cumprir. Olha que a avaliação do serviço está para breve...".

publicado por bonecatenebrosa às 14:01
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

6.ª Sobrenatural - "A professora que duplicava a sua própria imagem"

"Quem afirma a impossibilidade de se estar simultaneamente em dois locais poderá ser dissuadido desta convicção se conhecer o caso de Madame Sage . Sendo professora, utilizava frequentemente a sua capacidade de duplicação durante as aulas.

Quando trabalhava num colégio feminino na Livónia , Russia , no ano de 1845, tornou-se notado o facto de que parecia haver realmente duas Mesdames Sage . Uma, por exemplo, estaria sentada em frente dos alunos, enquanto a outra estaria a escrever no quadro. Duas alunas viram-na uma vez sentada na aula e simultaneamente a apanhar flores no jardim. As misteriosas duplicações não foram observadas apenas pelas suas alunas, eventualmente demasiado imaginativas. Uma amiga que lia um dia para a professora, que uma constipação retivera na cama, viu-a simultaneamente a passear pelo quarto.

Decorridos aproximadamente 18 meses os comentários tornaram-se notados pelos directores da escola, que a interrogaram sobre o facto. A professora confessou que, por meio de força de vontade, conseguia projectar uma imagem de si própria. Descobrira que o ardil se revelava de grande utilidade para manter a disciplina, pois permitia-lhe vigiar a aula, mesmo encontrando-se de costas para a classe. Mas os directores, a quem tal capacidade não agradou, despediram-na - o que, segundo mais tarde confessou, não se verificava pela primeira vez."

 

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Observações - 1) O que me parece mais sobrenatural aqui é a professora, podendo duplicar-se, andava a usar esse poder para apanhar flores no jardim quando podia ir atormentar a Ministra da Educação e ter todos os alunos a servirem de alibi; 2) Se a imagem da professora podia andar a passear pelo quarto quando ela estava doente, para que é que ela precisava da amiga para lhe ler os livros? Bastava mandar a sua imagem fazer a leitura; 3) Porque motivo é que ela confessou? Devia ter chamado o advogado e só falava na presença dele. Nunca se deve substimar o poder da negação!

publicado por bonecatenebrosa às 12:06
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

A dura realidade

O Sr. Scolari vem dizer que ou os portugueses estão mal habituados ou ele é que é burro e depois pergunta se é mau técnico. Oh Sr. Scolari, não faça perguntas para as quais não quer ouvir a resposta.

É que ser campeão com a selecção brasileira, também metade dos portugueses conseguia. Ser vice-campeão europeu num jogo contra a Grécia, selecção com a qual já tínhamos perdido antes, é anedótico! A obrigação era ser o campeão e não vice. É verdade que conseguimos o apuramento mas as selecções do nosso grupo não eram nada por aí além e 2 em cada 3 jogos parecia que estávamos a dormir.

Se fosse mal pago, ainda tinha a desculpa de estar pouco motivado mas, a ganhar o que ganha, não é para jogar pingolim (que é matraquilho) é para jogar futebol! Acha que estamos a ser muito exigentes? A porta da rua é a serventia da casa.

publicado por bonecatenebrosa às 19:59
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O que é demais enjoa!

Já não posso ouvir falar na triste saga da Esmeralda/Ana Filipa, a pobre menininha que, não sendo órfã, também tem uma vida lixada. Chiça penico! Quando não é a Maddie é a Esmeralda...

Também já não posso ouvir a voz irritante do Eduardo Sá a falar de como a entrega da miúda ao pai biológico vai ser catastrófica e traumatizante. Traumatizante é perder um membro ou ficar tetraplégico num acidente do IP4. Catastrófico é ser espancado pelos pais dia sim dia não, abandonado na roda dos enjeitados ou ver a família toda e o cão, gato e periquito serem dizimados por uma ceifeira mecânica!

Não sei nem me interessa quem tem razão no meio desta trapalhada toda. Se é o pai biológico que não quis saber quando a mãe da miúda engravidou, se é a mãe biológica que em vez de fazer as coisas como deve ser limitou-se a escolher um casal para deixar a miúda e pronto, ou se é o casal que criou a miúda que não tratou da papelada e quando recebeu a ordem para a entregar ao pai, em vez de cumprir, desapareceu com a miúda sabendo, à partida, que mais tarde ou mais cedo, teriam de regressar. Cambada de irresponsáveis, todos eles!

Aqui fica uma solução à Rei Salomão sem a parte de cortar a miúda ao meio (isso seria, de facto, traumatizante): nem o casal nem o pai biológico ficam com a miúda, pinta-se-lhe o cabelo de louro e mandamo-la ao casal McCann dizendo que é a Maddie. Os ingleses param de nos chatear e a miúda é criada num país com muito mais oportunidades que este. É só uma ideia...

Para aqueles que lerem este post e pensarem "esta gaja é mesmo uma vaca insensível" (sim, vão existir, eu sei), fiquem-se com esta informação retirada do Sol: "As crianças com entre 6 e 10 meses de idade diferenciam o resto dos seres humanos entre atractivos e repulsivos, segundo os comportamentos individuais que estes tenham mostrado com os outros (...) os bebés preferem ter a seu lado alguém que ajuda os outros do que alguém que engana ou se mantém impassível perante a necessidade alheia". Tenho grandes dúvidas acerca desta informação mas, a ser verdade, devo ser uma óptima pessoa porque parece que há sempre algum miúdo irritante ao pé de mim.

publicado por bonecatenebrosa às 19:47
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Não me toquem que me desafinam!

Como já há muito tempo que os nossos tribunais não faziam porcaria (ou seja, ninguém devia estar a trabalhar), ontem o Tribunal da Relação deu razão ao Tribunal do Trabalho no despedimento de um cozinheiro por ele estar contaminado com VIH.

Só para esclarecer, o que eu acho estúpido aqui não é que tenha dado razão ao despedimento do cozinheiro. Isso eu até consigo entender. Para começar, se se ficasse a saber que ele era seropositivo, era mau para o negócio. Politicamente correctos à parte, quantos de nós continuaríamos a comer alegremente se nos viessem dizer que aquela iguaria tinha sido confeccionada por um sujeito infectado com o vírus da SIDA?

O que continua a parecer-me ridículo é o argumento de que o vírus está presente no sangue, suor e lágrimas, podendo contaminar clientes que tenham feridas na boca. Sim, foi este o argumento do tribunal... Bom, a partir de hoje, quando virem alguém a andar na rua dentro de uma bolha, ficam a saber que sou eu! É verdade que todos os dias se descobrem coisas novas etc, etc, etc, mas por essa lógica, mais vale não sair de casa.

Se a carga viral existente na saliva, suor e lágrimas fosse suficiente para a transmissão do vírus, ninguém podia andar nos transportes públicos no Verão em hora de ponta! Já para não falar nos apertos de mão, beijinhos, abraços ou gafanhotos e postas de pescada mandadas por um potencial juiz com SIDA!

No fundo, estes juízes estão a pôr a saúde pública ainda mais em risco que o cozinheiro porque em poucas frases acabaram de destruir todas as campanhas de prevenção da SIDA feitas até hoje. Anda-se a tentar convencer as pessoas a usarem preservativos, a não partilharem seringas e a fazerem testes antes de engravidarem para agora elas poderem dizer "Que se lixe, também não vou deixar de beijar o meu namorado".

Parece-me que devíamos mudar de novo o Código Penal para incluir o crime de estupidez.

publicado por bonecatenebrosa às 17:27
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Pergunta estúpida!

Entro no Sapo e leio a pergunta que está hoje a votação: "Acredita que o mundo vai acabar?". Mas que pergunta mais idiota! É claro que o mundo vai acabar, ele tem que acabar. Dependendo da perspectiva: não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. Vamos ter esperança!

Vamos fazer um cordão humano dos amigos do fim-do-mundo ou, como as corridas estão na moda, vamos encerrar a Ponte Vasco da Gama ao trânsito e correr pelo fim-do-mundo. Aproveitando as campanhas de solidariedade que nascem como cogumelos na época natalícia, vamos fazer uma recolha de fundos para o fim-do-mundo. Ele está a contar connosco!

publicado por bonecatenebrosa às 14:38
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

As tendas e os camelos

Parece que o governo anda preocupado com a segurança relativa à estadia de Khadafi em Portugal, visto que ele faz questão de ficar alojado numa tenda e ninguém sabe bem onde há-de pô-la.

Eu sou da opinião que as pessoas não devem passar pela infelicidade de se afastarem do ambiente que lhes é familiar sem terem consigo ao menos uma recordação, alguma coisa que os faça sentir em casa e que sirva para matar saudades.

Assim sendo, montem a tenda do Sr. Khadafi na Assembleia da República. Quando ele acordar, a primeira coisa que vai ver vão ser camelos, e vai sentir-se em casa.

publicado por bonecatenebrosa às 13:38
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Ideias para telenovelas cada vez mais realistas

Ontem começou na SIC uma nova novela, chamada Resistirei. Decidi ver um pouquinho e, logo no início, deparei com uma cena interessante: os colegas da protagonista perguntavam-lhe qualquer coisa do tipo o que ela pensava fazer quando terminasse os estudos, ao que ela respondia que foi contactada por uma empresa que tinha tido acesso a um dos seus trabalhos sem que ela soubesse como.

Isso fez-me pensar em algumas ideias para telenovelas que queiram aproximar-se cada vez mais da realidade nacional. Isto porque no nosso país não é assim tão comum haver casos de gémeos separados à nascença, filhos raptados aos pais, amores impossíveis, arquinimizades familiares, etc. Bem mais comum no nosso país é o desemprego! Assim sendo, aqui ficam alguns temas:

1 - Um jovem que acabou de terminar o curso e a sua procura incansável do primeiro emprego, quando todos os locais exigem experiência profissional;

2 - Um funcionário de meia-idade cuja fábrica têxtil declarou falência para reabrir na Roménia, e a sua saga para procurar emprego quando, apesar da sua ampla experiência profissional, todos os locais exigem que seja jovem;

3 - O jovem que já terminou o curso, já teve várias experiências profissionais precárias mas não consegue arranjar um emprego estável e bem remunerado porque não tem cunhas;

4 - O candidato a emprego que tem de fazer um estágio profissional no Red Light District em Amsterdão para poder arranjar e manter um emprego fazendo favores sexuais ao patrão;

5 - O candidato a emprego que consegue ficar com o lugar mas entretanto apercebe-se que foi à custa de uma cunha que desconhecia e a sua demanda interminável para descobrir de onde veio a cunha;

6 - O candidato que tem cunhas, sabe que as tem, mas não quer arranjar emprego à custa delas e tenta evitar a todo o custo que os potenciais empregadores conheçam a sua família e amigos;

7 - A saga de milhares de desempregados nas suas deslocações aos Centros de Emprego;

8 - A dura sobrevivência da família de um desempregado que se suicidou após ouvir o Sócrates dizer que estava satisfeito por a taxa do desemprego ter estabilizado nos 8% e, logo após, ter ouvido o médico legista dizer que estava satisfeito porque a condição clínica do morto também era estável.

Querem mais? Paguem-me que eu até escrevo os guiões!

publicado por bonecatenebrosa às 14:45
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

6.ª Sobrenatural - "A vingança de Fisher"

"Numa noite sombria de Inverno no ano de 1826, James Farley, um respeitável agricultor de Cambelltown, Nova Gales do Sul, passava perto de uma casa pertencente a um homem de nome Frederick Fisher quando viu, sentada numa vedação, uma figura que apontava para um local na cerca do referido Fisher. O aspecto da figura era de tal modo sinistro que Farley fugiu, convencido de que vira um fantasma.

Fisher era um antigo condenado a quem fora outorgada a liberdade condicional e que se tornara um fazendeiro próspero. Algum tempo antes de ter sido preso por dívidas, transferira todos os seus bens para o nome de outro ex-condenado seu amigo, chamado George Worrall, a fim de impedir que fossem rateados pelos seus credores. Após 6 meses de prisão, regressara, súbita e inesperadamente.

No dia 26 de Junho de 1826, alguns meses antes de o fantasma ter surgido a Farley, Fisher fora visto a sair de uma taberna de Cambelltown, onde bebera abundantemente, e não voltou a aparecer. Worrall fez circular a história, perfeitamente aceitável, de que Fisher regressara a Inglaterra no navio Lady Vincent. Porém, decorridos 3 meses após o desaparecimento de Fisher, as autoridades começaram a suspeitar da perpetração de um crime e colocaram um anúncio na Sidney Gazette oferecendo uma recompensa de 20 libras pela descoberta do corpo de Fisher.

Worrall foi interrogado pela polícia porque fora visto a usar umas calças que se sabia que haviam pertencido a Fisher. Decidiu então acusar outros 4 homens de terem assassinado o seu amigo, declarando peremptoriamente que os vira cometer o crime. A história, obviamente inverosímil, aumentou as suspeitas alimentadas pela polícia, que prendeu Worrall.

Foi por esta altura que Farley viu o fantasma. A instâncias suas, um polícia dirigiu-se à cerca, acompanhado por um batedor aborígene. Encontrou vestígios de sangue humano numa determinada vedação e, no preciso local indicado pelo fantasma, descobriu o corpo de Fisher, selvaticamente agredido, enterrado numa cova pouco profunda.

Worrall foi condenado pelo assassínio e, antes de ser executado, confessou a um sacerdote que matara Fisher, embora declarasse que desferira a pancada acidentalmente."

 

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Uma bola de pano num charco, um sorriso traquina, um chuto

Vi no Sapo uma notícia que achei digna do Dia das Mentiras: "O francês Michel Platini, presidente da UEFA, pretende combater a violência nos estádios obrigando os espectadores adultos a fazer-se acompanhar de uma criança".

Devem estar a gozar comigo! Não, esperem, isto merece mais pontos de exclamação: !!!!!!!!!!. Pronto, já me sinto melhor. Esta é das ideias mais ridículas que já vi na minha vida. Só podia vir de uma pessoa ligada ao futebol, estes gajos parece que só têm esperteza para subornar árbitros e, mesmo assim, às vezes são apanhados.

Aqui fica o manual para a utilização de crianças no futebol, em 7 passos:

1.º - Se não tem filhos, afilhados, sobrinhos ou qualquer criança na sua família, peça uma emprestada.

2.º - Se não conseguir pedir nenhuma emprestada, vá a um acampamento cigano e alugue uma. Esta ideia não deve ser original minha. Com o jeito que os ciganos têm para o negócio, já deve haver ciganos à porta de algumas repartições de finanças e segurança social e alugar miúdos para o pessoal levar crianças ao colo e assim ter prioridade.

3.º - Se, ainda assim, não resultar, rapte uma. Começo a acreditar que a Maddie desapareceu porque alguém a quis levar ao futebol. A PJ devia começar a procurar em estádios...

4.º - Se o jogo decorrer de forma pacífica, óptimo.

5.º - Se o jogo der para a porrada e você for medricas, use a criança como escudo. Quando chegar à rua e encontrar jornalistas, faça um ar angustiado e chore dizendo que nem a criança foi poupada.

6.º - Se o jogo der para a porrada e você for do tipo educador, mostre à criança, recorrendo a exemplos, as melhores técnicas de agressão e de defesa.

7.º - Se o jogo der para a porrada e você quiser alinhar, use a criança como arma de arremesso; no meio da confusão, ninguém vai perceber quem foi.

Duvido que a ideia do senhor Platini resulte no sentido de diminuir a violência nos estádios. Em compensação, as crianças vão aprender desde muito cedo algumas técnicas de sobrevivência, a selecção natural vai entrar em acção, a medicina pediátrica vai ser a especialidade do futuro e o Carlos do Carmo vai pegar naquela parte d' Os Putos em que diz "E a força de ser criança contra a força de um chui que é bruto" e substituir "chui" por "adepto".

publicado por bonecatenebrosa às 11:56
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Há mais na Madeira para além do Alberto João

Depois de publicitar o arquipélago dos Açores, lembrei-me que alguns dos madeirenses não têm culpa de terem o presidente do governo regional que têm porque, no fim de contas, nem todos votaram nele.

Infelizmente, a Madeira teve um sobre-desenvolvimento que se nota no excesso de hotéis. Ainda assim, e principalmente à medida que nos afastamos do centro das cidades, a paisagem vai melhorando substancialmente. Penso que foram estas considerações que levaram a que, na classificação das melhores ilhas, a madeira ficasse apenas em 69.º lugar.

Posto isto, e porque o arquipélago da Madeira também tem coisas que merecem ser vistas, decidi também colocar aqui algumas fotos que tirei quando lá estive.

publicado por bonecatenebrosa às 13:21
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Às vezes, o que é nacional consegue ser bom

Finalmente, consegui pôr aqui as fotos de que tinha falado no post anterior. Infelizmente, elas disseram-me que estiveram, de facto, na ilha dos Perdidos mas que eles estavam muito ocupados e que não podiam passar por cá, talvez um dia mais tarde. Agora vou acordar.

Bom, há alguns dias, os Açores foram eleitos como as 2ªs melhores ilhas do mundo. Não tenho termo de comparação com outras ilhas mas, por aquilo que conheço dos Açores, o prémio foi merecido. As ilhas estão desenvolvidas de uma forma equilibrada e sustentada, a natureza está preservada e é espectacular, a população é impecável e extremamente simpática, principalmente quando os conseguimos perceber (o sotaque consegue ser lixado).

Então, aqui ficam algumas fotos das ilhas onde estive e espero que sirvam para aumentar o crescimento económico do arquipélago, mas com juizinho, não é começar a fazer hotéis à doida:

Terceira

Faial

São Miguel

publicado por bonecatenebrosa às 15:52
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

E a culpa de quem é?

Há algum tempo, no programa do Nuno Markl "O homem que mordeu o cão", versão televisiva, ele e os seus colegas cantavam uma música cuja letra era qualquer coisa do tipo "A vaca faz mumú e a ovelha faz memé" para chegar ao refrão que dizia "E a culpa de quem é? É do Noé, é do Noé".

Pois eu ando há quase uma semana para pôr aqui um post para o qual preciso de fotografias. Basicamente era um dos poucos posts em que eu ia tentar fazer algo útil pelo crescimento económico do meu país. O problema é que não consigo pô-las porque envio-as para a área de fotos mas elas nunca lá chegam. Isto é o destino a dizer "porque é que hás-de fazer algo pelo teu país se o teu país não faz nada por ti?". É uma boa pergunta!

A culpa aqui é de quem? Não é do Noé, é mesmo do Sapo que deve estar à espera que eu o beije para ver se se transforma em príncipe... Raios me partam se vou andar para aí a beijar sapos!

Já pensei pôr o desaparecimento das fotos numa 6.ª sobrenatural. No fundo, elas perdem-se pelo caminho como se algures encontrassem o Triângulo das Bermudas ou a ilha dos Perdidos. Bom, só espero que, se for esse o caso, as fotos mandem cumprimentos meus ao pessoal e lhes digam para passarem cá por casa quando conseguirem sair da ilha. Ao menos uma pequena compensação vinha a calhar...

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

6.ª Sobrenatural - "Philip - Um fantasma feito pelo homem"

"Fantasmagóricos sons de pancadas e o derrube de mesas pesadas eram considerados obra de espíritos pelos espiritistas do século XIX. Alguns parapsicólogos modernos, porém, tendem a suspeitar da intervenção da mente inconsciente em tais ocorrências. E a fim de estudar a potencial influência da mente sobre objectos inanimados, um grupo formado pela Sociedade de Pesquisa Psíquica de Toronto, Canadá, iniciou uma experiência notável. Nos primeiros anos da década de 70, o grupo de 8 membros inventou uma figura inexistente do passado, após o que envidou todos os esforços com vista a fazer o fantasma inventado manifestar-se.

Na sua introdução a Conjuring Up Philip, o conselheiro científico do grupo, Dr. A. R. G. Owen, membro do Departamento de Medicina Preventiva e Bioestatística da Universidade de Toronto e investigador psíquico em vias de se especializar em casos de Poltergeist, escreveu: «Era essencial para o objectivo que eles se propunham que Philip fosse uma personagem totalmente fictícia. Não apenas um produto de imaginação, mas declarada e obviamente irreal, com uma biografia cheia de erros históricos».

Um dos membros do grupo, identificado apenas como Sue, mãe de 3 rapazes e antiga enfermeira nas Forças Armadas Canadianas, foi encarregado de forjar a história básica da vida de Philip. Escreveu ela: «Philip era um aristocrata inglês que viveu em meados do século XVII, no tempo de Oliver Cromwell. Fora partidário do rei e era católico. Estava casado com uma mulher bela, mas racional e frígida, Dorothea, filha de um nobre vizinho. Um dia, quando cavalgava junto aos limites das suas propriedades, deparou-se a Philip um acampamento de ciganos, entre os quais ele viu uma bela cigana de olhos escuros e cabelo negro de azeviche, Margo, pela qual imediatamente se apaixonou.

«Trouxe-a secretamente e instalou-a na casa junto ao portão, perto dos estábulos de Diddington Manor - a sua residência familiar. Durante algum tempo manteve secreto o seu ninho de amor, mas finalmente Dorothea suspeitou do que se passava, descobriu Margo e acusou-a de bruxaria e de lhe roubar o marido. Philip, demasiado receoso de perder a sua reputação e as suas posses, não ousou depor em tribunal em defesa de Margo, a qual foi condenada por bruxaria e queimada na fogueira. Subsequentemente, Philip, dominado pelos remorsos de não ter tentado defender Margo, criou o hábito de percorrer a passos largos, deseperado, as muralhas de Diddington. Finalmente, uma manhã, o seu corpo foi encontrado na base das muralhas, do cimo das quais se lançara num gesto de agonia e remorso.»

Embora exista um lugar chamado Diddington Hall no Warwickshire, Inglaterra, Philip era uma personagem inteiramente fictícia.

Os membros do grupo memorizaram os dados biográficos fictícios sobre Philip, elaboraram ainda outros pormenores, estudaram o período durante o qual ele supostamente vivera e adquiriram mesmo fotografias do verdadeiro Diddingnton Hall e da região campestre que o rodeia. Procuraram criar «uma alucinação colectiva» de Philip, descrevendo o seu aspecto, preferências alimentares e «especialmente os seus sentimentos para com Dorothea e Margo», até terem criado um quadro mental completo dele ao qual todos poderiam referir-se.

Durante meses a fio as 5 mulheres e os 3 homens que integravam o grupo envidaram todos os esforços para invocar o espírito fictício que haviam criado. Sentados em círculo, em redor de um desenho do seu pretenso fantasma, meditaram na sua imagem.

A primeira manifestação do fantasma recebida pelo grupo foi uma pancada na mesa mais sentida do que ouvida; todos os presentes notaram uma vibração. Seguiram-se várias pancadas curtas e secas, como se alguém tivesse batido na mesa. Inicialmente os participantes suspeitaram que as pancadas haviam sido inadvertidamente provocadas por eles próprios.. Quando, porém, a mesa começou a mover-se pelo soalho de uma forma irregular e aparentemente sem objectivo, começaram a interrogar-se entre si. Finalmente, um membro do grupo perguntou: «Será Philip o responsável por estas ocorrências?» Como resposta ouviu-se uma pancada muito sonora. Tudo parecia indicar que, finalmente, o fantasma imaginário chegara.

Formulando perguntas e aceitando uma pancada como uma resposta afirmativa e duas como uma resposta negativa, o grupo em breve estabelecia um diálogo relativamente rápido com a entidade que aparentemente conjurara. A bizarra aventura depressa adquiriu novas dimensões: um quarto da casa foi reservado a Philip, e a personalidade fantasmagórica foi aceite como uma entidade distinta que patenteava gostos e aversões, tinha opiniões abalizadas sobre alguns assuntos e menos seguras sobre outros.

Quando se perguntou a Philip se a sua mulher, Dorothea, se recusava a ter filhos, ouviu-se a madeira a ser arranhada. Um dos membros do grupo sugeriu: «Talvez ele esteja a tentar dizer-nos que estamos a abordar assuntos demasiado pessoais. Talvez ele não queira discutir todos estes pormenores íntimos». Em resposta ouviram-se umas sonoras pancadas afirmativas.

Mrs. Owen e Sparrow notaram que «as pancadas e os movimentos da mesa pareciam intimamente relacionados, se não de facto suscitados, pelo conhecimento, pensamentos, vontade, disposição e poder de concentração de cada membro do grupo». Se o grupo concordava com a resposta à pergunta, a pancada afirmativa era rápida e sonora; quando alguns dos membros alimentavam dúvidas, as pancadas eram mais hesitantes.

À medida que se descontraíam e começavam a apreciar os seus encontros com Philip, os investigadores começaram a reagir como se ele fosse de facto outro membro do grupo. Arreliavam-no, brincavam e namoriscavam com ele. Quando, porém, advertiram Philip de que se ele não respondesse «nós podemos mandar-te embora e arranjar outro», as pancadas cessaram e foi difícil restabelecer a comunicação. No entanto, por fim, as pancadas e os movimentos da mesa continuaram; segundo os relatos, a mesa precipitava-se em direcção aos retardatários, prendendo ocasionalmente membros do grupo num canto da sala.

Em resumo, os investigadores haviam sido bem sucedidos para além das expectativas, embora nenhum compreendesse como nem porquê. Tal como Mrs. Owen afirmou: «Compreendemos e provámos claramente que não existe qualquer espírito por detrás das comunicações; as mensagens provêm do subconsciente do grupo, mas é sobre a força física que precisamos de saber mais»."

 

Fronteiras do desconhecido

Selecções do Reader's Digest

 

Observação: Fictícios ou não, os fantasmas não gostam de ser tratados como objectos e, nessas situações, amuam.

publicado por bonecatenebrosa às 13:22
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

A faca, o garfo e o corta-unhas

As pessoas parecem espantadas com o estudo que verificou que um 1/4 dos portugueses não lava as mãos antes das refeições.

Desde quando é que isso é de admirar, se vivemos num país onde um número considerável de pessoas tira macacos do nariz, cera dos ouvidos e palita os dentes com a unhaca do dedo mindinho que não lava, porque o bedum que lá está entranhado já é de estimação, e que não corta porque é uma óptima arma branca?

Posto isto, e partindo do princípio que a maior parte das pessoas usa faca e garfo às refeições, a ideia de não lavar as mãos não parece tão má como isso...

publicado por bonecatenebrosa às 12:13
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Será que dá bónus?

Bom, já que tenho a fama de ser um "bocadinho" anti-social, ao menos vou tirar o proveito partilhando convosco esta história: em tempos tive um jogo de computador (era só uma demonstração que veio a acompanhar uma revista) em que era suposto roubar carros para cumprir missões que, não raras vezes, passavam por matar gente.

Entre a pobre população oprimida por criminosos da pior espécie (os jogadores) estava um grupinho de escuteiros que fazia sempre o mesmo percurso, em fila indiana e a cantar. Lembro-me que se os conseguisse atropelar todos de seguida, ganhava um bónus de 25000 pontos.

Apesar de todos os meus defeitos, nunca fui o género de pessoa que acredita que se vestir uma capa parecida com a do super-homem, passa a ser capaz de voar. Por isso, nunca experimentei. Se calhar até conseguia mesmo voar, mas pelo sim pelo não, prefiro manter os pés bem assentes na terra do que espatifar-me toda no chão. Do mesmo modo, e por mais alergias que os escuteiros me façam, optei por nunca experimentar atropelá-los, abdicando assim de eventuais bónus que a vida me pudesse trazer (estilo: 15 anos atrás das grades com saída ao fim de 7).

O que eu não entendo é a coincidência de, no espaço de cerca de uma semana, terem havido 3 atropelamentos, sempre com 3 vítimas. Porquê? Será apenas azar ou haverá por aí algum prémio e eu é que estou mal informada? Convinha saber para decidir com quantas pessoas posso andar na rua! Não quero ser vítima de mais um dos psicopatas do volante que por aí andam...

publicado por bonecatenebrosa às 14:56
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Nem por cima do seu cadáver

Notícia do Sapo: "Professor acusado de abusos sexuais continua a dar aulas. Um professor de música, acusado de 20 crimes de pedofilia, continua autorizado a dar aulas, já que o tribunal apenas o proibiu de contactar com as ex-alunas de quem alegadamente terá abusado. A suspensão da DREN perdeu o efeito com o final do contrato e o indivíduo voltou ao activo, tendo até assumido a direcção de turma numa escola de Rio Tinto."
Pois, como vários dos meus posts já deram a entender, a vida de professor é lixada. Provavelmente, o gajo está gravemente doente e a Junta Médica considerou-o apto. Num gesto de desespero, ele fez o esforço de abusar sexualmente das alunas para ver se conseguia ser suspenso, mas foi sol de pouca dura. Não é que mesmo assim, obrigam-no a ir trabalhar? Isto é preciso estar morto para conseguir parar de dar aulas e mesmo assim tenho dúvidas!
Ou isso, ou ele é mesmo tarado sexual...
publicado por bonecatenebrosa às 13:36
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Sábado, 3 de Novembro de 2007

Devem achar que também somos estúpidos!

Ao que parece, o Ministério da Educação colocou 140 professores sem formação a trabalhar com alunos com deficiências. Começa-me a parecer que estes 140 professores, provavelmente de diversas partes do país, vão ter de se deslocar todos para Lisboa, já que a maior parte do seu trabalho vai ser feito na Assembleia da República.

Quer-me parecer que a lógica do Ministério da Educação é "Se os alunos já são deficientes, isso mal não lhes vai fazer, pior do que estão não ficam". Enganam-se! De facto são deficientes, mas não são estúpidos. Pelo contrário, são espertos o suficiente para saberem que não é por serem deficientes, mas sim por não serem estúpidos, que nunca chegarão a ministros.

 

publicado por bonecatenebrosa às 13:36
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

6.ª Sobrenatural - "Halloween"

"À medida que o Inverno se aproximava, os supersticiosos celtas eram invadidos pelo medo. Se os deuses estivessem zangados, o sol poderia nunca mais voltar a brilhar. Simultaneamente, com o aumento das horas de escuridão, os espíritos dos mortos e os mais variados demónios ficavam livres para vaguear sobre a terra. Foi contra este ambiente de medo que, há cerca de dois mil anos se desenvolveu uma celebração especial, destinada a proteger e a alimentar, o Halloween.

Na Bretanha céltica o Inverno durava desde 1 de Novembro a 30 de Abril e o Verão iniciava-se no dia 1 de Maio. O fim do Verão era oficialmente a 31 de Outubro, um dia de festa dedicado a Samhain, o Senhor dos Mortos. Eram acendidas fogueiras que não só ajudavam as comunidades a libertar-se do lixo, como também simbolizavam a renovação da terra e afastavam os mortos das casas dos vivos. As cabeças de gado em excesso, que não poderiam ser alimentadas durante os meses do Inverno, eram abatidas e forneciam alimento a toda a gente. Os ovinos eram acasalados para garantirem os rebanhos do ano seguinte. No auge das festividades, os rapazes acendiam tochas nas fogueiras e corriam pelas aldeias para afugentarem os espíritos malignos.

O elemento mais macabro nas celebrações do Samhain era o sacrifício de animais, ou até de humanos, dentro de uma jaula de verga. Os druidas adivinhavam então o futuro observando as contorções das vítimas quando estas eram atiradas ao fogo.

No Outono, os romanos tinham um festival denominado Feralia, que honrava os que haviam falecido recentemente, bem como a festa de Pomonia, um tributo à deusa dos frutos, durante a qual as maçãs e as nozes eram utilizadas em jogos divertidos, pelo que a festa do Samhain, durante a ocupação romana, acabou por também ser colorida por essas tradições.

A força dessas celebrações, com uma tradição de séculos, não podia ser ignorada pela igreja. Os seus anciãos decidiram não tentar destruí-as e preferiram adaptá-las. No ano de 834 d.C. o Dia de Todos os Santos passou de 13 de Maio para 1 de Novembro, pelo que o dia 31 de Outubro passou a denominar-se «All Hallows' Eve» (Véspera de Todos os Santos).

No ano de 988, a igreja institui o dia 2 de Novembro como Dia de Finados e os pagãos foram incitados a rezar pelos mortos em vez de rezarem aos mortos. Isto significava que os santos passavam em grande parte a substituir todo um espectro de espíritos. Apesar disso, a tradição do «Halloween» continuou a existir na Europa. Sir James Frazier, um autor do século XIX que escrevia sobre o oculto, disse a respeito do «Halloween»: «Era a época do ano em que se supunha que as almas dos falecidos visitavam as suas antigas casas a fim de se aquecerem junto ao fogo e de se reconfortarem com a alegria que os afectuosos familiares lhes transmitiam na sala ou na cozinha. Era talvez natural pensar que a aproximação do Inverno expulsasse os pobres, trémulos e esfomeados fantasmas dos campos e dos bosques já sem folhas, empurrando-os para o abrigo das casas, com as suas lareiras familiares».

Foi esta a origem da conhecida tradição americana - para aí levada pelos imigrantes irlandeses e escoceses - do «Halloween», em que as crianças pedem guloseimas e ameaçam com partidas aqueles que não lhas derem. Na altura, a finalidade era vestirem-se como espíritos para ganharem a comida destinada aos mortos. Esta tradição tem o equivalente em Portugal no «pão por Deus» do dia 1 de Novembro.

A lenda de «Jack», nome dado à tradicional abóbora iluminada por dentro, fala de um ferreiro que fez um pacto com o diabo. Durante 7 anos, Jack seria o melhor ferreiro do mundo mas a seguir teria de entregar a sua alma a Satã. Porém, antes dessa data, Jesus e S. Pedro visitaram a sua forja e ofereceram-lhe 3 desejos. Para grande horror de S. Pedro, o primeiro desejo do ferreiro não foi a entrada no céu, mas sim o poder de manter alguém preso a uma árvore próxima durante 7 anos. O segundo e terceiro desejos foram semelhantes, mas a vítima deveria ficar confinada respectivamente a uma cadeira e uma bolsa durante um período de tempo semelhante. Quando o Diabo apareceu para lhe levar a alma, Jack fê-lo trepar à árvore, sentar-se na cadeira e encolher-se para caber na bolsa... até fazer fugir o espírito maligno.

Quando Jack morreu, foi rejeitado por S. Pedro e pelo Diabo, ficando condenado a vaguear pela Terra segurando o nabo que estivera a comer, recheado com um carvão ardente retirado do Inferno".

 

Karen Farrington

História do sobrenatural

 

Agora digam-me cá se aqueles desejos que o Jack pediu têm algum jeito? Pedir para ser o melhor ferreiro do mundo? Mas que pedido da tanga! E Jesus e S. Pedro andam por aí a oferecer 3 desejos como se fossem o génio da lâmpada? Cambada de desocupados! Mais uma vez, os desejos do Jack são profundamente idiotas... Porque é que ele não pediu o direito a mais desejos? Ou a destruição do Diabo, que assim nunca o iria buscar? Ou outra coisa qualquer que fizesse mais sentido? Não admira que tenha ficado com cabeça de abóbora. Devia era ter ficado com um grande melão!

E, já agora, a entrada no céu é assim? Pede-se um desejo ao S. Pedro e já está? A seguir pode-se fazer toda a merda possível e imaginária que no fim vai-se para o céu? Bonito...

publicado por bonecatenebrosa às 12:27
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