Sábado, 30 de Junho de 2007

6.ª Sobrenatural ao Sábado - "Desaparecimento Enigmático"

"Paris, 1889, ano da Grande Exposição. As ruas transbordavam de homens de negócios, compradores e turistas. Na sua maior parte, os hotéis tinham as lotações esgotadas.

No mês de Maio, chegaram à capital uma inglesa e a filha, provenientes de Marselha, onde haviam desembarcado, vindas da Índia. Tinham reservado dois quartos individuais num dos mais famosos hotéis de Paris.

Assinaram os seus nomes no livro de registo e foram conduzidas aos seus quartos. A mãe ficou instalada no quarto 342, um aposento luxuoso, com pesados cortinados de veludo cor de ameixa, papel de parede coberto de rosas, um sofá de espaldar alto, mesa oval de pau-cetim e um relógio de bronze dourado.

Quase imediatamente, porém, esta senhora sentiu-se doente e ficou de cama. O médico do hotel, que foi chamado, examinou-a, fez algumas perguntas à filha e teve depois uma conversa breve e agitada com o gerente do hotel, a um canto do quarto. Embora não falasse francês, a jovem conseguiu compreender as instruções que o médico, lentamente, lhe forneceu. A sua mãe encontrava-se gravemente enferma e necessitava de um medicamento determinado que ele só tinha no seu consultório, no outro extremo de Paris. Como ele próprio não podia abandonar a doente, pedia-lhe que fosse na sua carruagem.

A jovem partiu, a uma velocidade exasperantemente vagarosa. Depois de uma espera angustiosa no consultório, e de uma viagem de regresso igualmente lenta, voltou com o remédio. Tinham decorrido 4 horas.

Saltando da carruagem, precipitou-se para a recepção do hotel. «Como está a minha mãe?», perguntou ao gerente. Este olhou-a sem expressão. «A quem se refere, mademoiselle ?», perguntou. Apanhada de surpresa, ela gaguejou uma explicação da sua demora. «Mas, mademoiselle , não sei nada da sua mãe. A mademoiselle chegou sozinha ao hotel.»

Perturbada, a jovem protestou: «Mas nós registámo-nos aqui há menos de 6 horas. Veja no livro de registos.» O gerente apresentou o livro e percorreu a página com o dedo. A meio da página encontrava-se a assinatura da jovem, mas, imediatamente acima, onde a mãe assinara, estava o nome de um estranho. «Ambas assinamos - insistiu desesperadamente a jovem - e a minha mãe recebeu o quarto 342, onde está neste momento. Por favor, leve-me imediatamente até junto dela.»

O gerente garantiu-lhe que o quarto estava ocupado por uma família francesa, mas subiu com ela. O quarto 342 continha apenas os objectos pessoais dos seus novos ocupantes. Não havia cortinados cor de ameixa, nem papel de parede com rosas, nem sofá de espaldar alto, nem relógio de bronze dourado.

De novo na recepção, a jovem encontrou o médico do hotel e procurou averiguar o que sucedera à mãe. Este negou tê-la alguma vez encontrado e jurou que nunca examinara a mãe.

A jovem expôs o sucedido ao embaixador britânico, que não a acreditou; tão-pouco nela acreditaram a polícia ou os jornais. Finalmente, regressou a Inglaterra, onde deu entrada num asilo.

Uma explicação para esta estranha história é a de que a mãe teria contraído a peste na Índia. O médico, tendo reconhecido os sintomas, conspirara com o gerente do hotel para esconderem a notícia, que teria certamente arruinado a Grande Exposição. Mas podia o quarto 342 ser decorado de novo em 4 horas? E que terá sucedido ao corpo da mãe? O mistério permanece."

 

O grande livro do maravilhoso e do fantástico,

Selecções do Reader's Digest

publicado por bonecatenebrosa às 16:02
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

6.ª Sobrenatural - "Encontros imediatos de 3.º grau"

Peço desculpa aos meus fãs e admiradores mas, como podem ver pelos 3 dias em que não postei nada, tenho andado ocupada e não tive tempo para procurar uma história digna de vós para a rubrica 6.ª Sobrenatural. Assim sendo, vou continuar montada na minha vassoura até amanhã, dia de Sabbath, em que vos trarei algo interessante.

Até lá limito-me a informar que tive um encontro imediato de 3.º grau com um indivíduo que me queria apregoar a leitura dos salmos, dizendo que era a melhor maneira de conseguir o que eu quero da vida. Expliquei-lhe que se passasse o dia a ler salmos e não trabalhasse, eventualmente teria de comer o papel onde os salmos estão escritos e, consequentemente, deixaria de poder ler os salmos. Mas sempre poderia dizer que tenho dentro de mim a palavra do Senhor... Deve ser por estas e por outras que já me chamaram Jezebel do Inferno. Como é bom receber elogios!

publicado por bonecatenebrosa às 21:51
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Sheep are fluffy

Afinal há gente mais chanfrada que eu. Que alegria! Já não me sinto tão só no mundo... Vejam o vídeo que vale a pena:

http://www.youtube.com/watch?v=d4NEbU_YkZw

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Domingo, 24 de Junho de 2007

Vitória de "A puta da vida"

Acabou hoje a votação "Dúvida existencial: Afinal o que é pior", em que as opções eram "a puta da vida" ou "a vida da puta".

Dos 16 votos recebidos (que eu agradeço e penso que todos deveríamos agradecer pelo empenho em responder a algo tão visceral), 14 afirmaram que o pior é a puta da vida (87.5%) e apenas 2 defendem que o pior é a vida da puta (12.5%).

Assim sendo, e sem tecer muitos mais comentários porque gosto que vocês pensem e não posso dar-vos a papinha toda feita, limito-me a sugerir que as putas parem de se queixar da vida que têm. A vida é uma puta para todos nós e a vossa não é pior!

publicado por bonecatenebrosa às 14:28
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Sábado, 23 de Junho de 2007

Coisas estranhas acontecem...

Recebi ontem um e-mail de uma amiga, cujo conteúdo eram estas fotos. Para se rirem como eu ri, cá vai. Mas, por favor, parem para respirar:

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publicado por bonecatenebrosa às 14:17
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

6.ª Sobrenatural - Comboio de passageiros para Izmir

"O arqueólogo James Mellaart pouca atenção prestara à jovem de cabelo negro sentada à sua frente no comboio de Istambul, até que, relanceando o bracelete que esta usava, percebeu que tinha milhares de anos e era de ouro maciço. Esse olhar iria conduzi-lo a um repositório de tesouros valiosos - e a uma batalha que se prolongou por um ano para se defender contra uma terrível campanha de suspeitas e calúnias.

Seria tudo uma mistificação? Ou seria Mellaart vítima de uma conspiração sinistra para lhe destruir a reputação? Nesse momento, ao contemplar a pulseira da jovem, o arqueólogo não conseguia sequer acreditar na sorte que o bafejava.

Nenhum arqueólogo poderia ter ignorado o bracelete. Enquanto o comboio rolava através da Turquia, Mellaart apresentou-se. A jovem declarou-lhe que o bracelete pertencia a uma colecção que tinha guardada em sua casa e concordou amavelmente em deixá-lo examinar in loco as restantes peças.

Quando o comboio chegou a Izmir, no litoral turco do mar Egeu, nessa noite de 1958, a curiosidade de Mellaart não lhe permitiu sequer prestar atenção ao caminho que o levou, primeiro de ferry e depois de táxi, até à casa da jovem, onde a colecção foi retirada peça a peça da cómoda onde estava guardada.

Mellaart ficou estupefacto. Encontrava-se perante uma descoberta comparável à do túmulo de Tutankhamon. A jovem não lhe permitiu que fotografasse a colecção, mas autorizou-o a permanecer em sua casa a fazer esboços.

Entusiasmado, Mellaart aproveitou a ocasião. Trabalhou incansavelmente dias a fio, copiando os intrincados desenhos das peças fabulosas, decalcando os seus hieróglifos, anotando cuidadosamente os mais ínfimos pormenores.

A jovem, que lhe disse ser grega, informou-o de que a colecção fora encontrada durante a ocupação grega, após a I Guerra Mundial. Provinha de uma escavação realizada secretamente numa pequena aldeia chamada Dorak, situada à beira de um lago.

Para Mellaart, as implicações eram espantosas pois, sabendo que as peças tinham 6000 anos, remontando há Idade do Bronze, deparava-se-lhe a primeira prova de que florescera uma grande cidade marítima perto da Tróia de Homero, governada por uma casta de guerreiros e rivalizando com a própria Tróia em riqueza e influência. Era um sonho de arqueólogo. Todas as teorias deveriam agora ser reformuladas segundo nova perspectiva.

Finalmente, uma noite, a hora avançada, acabou o seu trabalho e partiu. Foi a última vez que viu a jovem e o tesouro. Só muito mais tarde, Mellaart compreendeu quão pouco ficara a saber sobre a jovem que constituía a chave da descoberta que realizara. Apenas se lembrava de que falava inglês com um sotaque americano, que se chamava Anna Papastrati e vivia na Rua Kazim Direk, 217.

O primeiro erro grave em que Mellaart incorreu foi não procurar confirmar estes dados. Mais tarde, os investigadores turcos, que alimentavam suspeitas, declararam que não tinham conseguido encontrar ninguém com aquele nome; além disso, a Rua Kazim Direk, pura e simplesmente, não existia.

O seu segundo erro foi informar com pouca exactidão o seu chefe no Instituto Britânico de Arqueologia em Ancara, Prof. Seton Lloyd. Mellaart, que era o director-adjunto, declarou a Lloyd que encontrara o tesouro 6 anos antes, mas que só então obtivera permissão para publicar a sua descoberta. Era uma mentira inventada por uma razão inocente. Mellaart estava casado há 4 anos e não queria que a sua mulher fosse incomodada com comentários desagradáveis de que passara vários dias em casa de outra mulher.

Mellaart lamentaria profundamente ambos os erros cometidos durante a longa e árdua luta que teve de travar para se ilibar das acusações que lhe foram dirigidas depois da publicação da sua descoberta na Illustrated London News, em Novembro do ano de 1959. Escrevera previamente ao Departamento Turco de Antiguidades a informá-lo sobre a projectada publicação, mas a carta extraviara-se.

Quando o artigo apareceu, com os desenhos de Mellaart, as entidades oficiais turcas ficaram exasperadas. Quiseram saber onde se encontrava o tesouro, onde fora descoberto e porque não lhes havia sido comunicado o facto. Supondo que lhes fora subtraído um precioso tesouro nacional, acusaram Mellaart. O arqueólogo prestou-lhes todo o auxílio que pôde mas Anna, e com ela o tesouro, tinham desaparecido sem deixar rasto.

Não existiam provas que imputassem a Mellaart o desaparecimento do tesouro. No entanto, decorridos 2,5 anos, o arqueólogo viu-se envolvido numa campanha de descrédito, instigada pelo jornal turco Milliyet, que afirmava que a data da escavação de Dorak era falsa e que os achados haviam sido descobertos nos anos 50, altura em que tinham sido vistos próximo do local Mellaart e uma mulher misteriosa de identidade desconhecida.

Provou-se a falsidade desta acusação, mas a campanha de descrédito e de isolamento prosseguiu. Embora os inquéritos policiais tivessem sido abandonados, Mellaart foi proibido de voltar a trabalhar em escavações arqueológicas turcas, onde realizara já diversas descobertas importantes.

Nos bastidores da cena trabalhavam inimigos secretos e influentes de Mellaart. Mas porque tentavam desacreditá-lo, sugerindo que inventara uma história que lhe prestigiasse a carreira? Mellaart já desfrutava de reputação mundial: não necessitava de golpes publicitários.

E quem era Anna? Foi por pura coincidência que encontrou Mellaart nesse dia no comboio? Ou foi ali «colocada» por alguém que sabia que o seu bracelete dificilmente deixaria de despertar a atenção do arqueólogo?

Ventilou-se uma teoria segundo a qual Mellaart teria sido o engodo numa astuta ratoeira preparada por um bando de contrabandistas que ocultara o tesouro Dorak, a fim de o vender. Os contrabandistas saberiam que o valor do seu saque no mercado negro mundial sofreria um aumento considerável se o tesouro fosse declarado genuíno por um perito insuspeito com a reputação de Mellaart. O artigo publicado no Illustrated London News com a opinião autorizada do arqueólogo confirmava a autenticidade das peças, que foram talvez embarcadas e recebidas por compradores clandestinos em todo o mundo.

Se esta teoria corresponde à verdade dos factos, a verdade sobre Anna e o tesouro desaparecido está provavelmente enterrada para sempre - por detrás das portas de alguns dos mais ricos e menos escrupulosos coleccionadores de arte mundiais.".

 

O grande livro do maravilhoso e do fantástico

Selecções do Reader's Digest

publicado por bonecatenebrosa às 13:42
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Baladas para o meu guru

Pois é Eládio, estás sempre no meu pensamento ainda que, às vezes, me sinta um bocado estúpida por isso. Mas não vale a pena tentar resistir ao teu charme e, por isso, cá ficam mais três videoclips daquela banda que tu adoras, aquela que desdenhas mas, no fundo, queres comprar, porque tem baladas bem conseguidas e, mesmo assim, aposta no espectáculo visual. Vá lá, admite que gostas.

http://www.youtube.com/watch?v=QUmKswpuX5Q

http://www.youtube.com/watch?v=t1c1yCQ5r6U&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=PqQhPcCzV60&mode=related&search=

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

A nobre arte de ser flexível

Eu até costumava simpatizar com a ideia da flexibilidade mas, a verdade, é que nos últimos tempos tenho-a visto ser aplicada em dois contextos que não me agradam muito:

1 - Pelos técnicos do Centro de Emprego que, do alto da sua sabedoria, recomendam aos desempregados ou aspirantes ao primeiro emprego que recebam formação em temas que não têm absolutamente nada a ver com as suas áreas de formação e/ou competências. Eles argumentam que é importante ser polivalente. Acredito que sim. Mas a verdade é que depois de 5 anos a pagar propinas para fazer o curso, se eu quisesse ser polivalente ia lavar escadas e não precisava da ajuda deles para nada. Chamo a atenção para o facto de não ter nada contra quem lava escadas, pelo contrário, quando a senhora que lava a escada do meu prédio faz um mau trabalho (como é costume), gostava que houvesse um curso que a ensinasse a fazer isso melhor. Mas a verdade, por muito que me custe, é que se as áreas que me propõem no Centro de Emprego me interessassem, eram essas que eu tinha escolhido logo à partida. Talvez eu esteja a ser muito exigente, mas esta situação revolta-me um bocado.

2 - Quando, fartos do Centro de Emprego, aceitamos um emprego miserável e sem quaisquer condições e o patrão muda as regras a meio do jogo. E muda para pior (afinal parece que é mesmo possível)! Ainda mais giro é quando ele já teve inúmeras oportunidades para informar os reles funcionários e não os informa. É aqui que surge outra actividade, de extrema importância no contexto sócio-cultural-económico nacional que é a do diz-que-disse. Aparentemente, em meio laboral, esta é a forma privilegiada de divulgar informação...

De hoje em diante, acho que a palavra "flexibilidade" deveria ser abolida destes dois contextos, e substituída por "contorcionismo" ou "fractura da coluna vertebral". Fica a sugestão e o desabafo.

publicado por bonecatenebrosa às 00:04
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

A província e os provincianos

Acho que durante algum tempo vivi num mundinho de fantasia em que ingenuamente achava que o espaço reservado aos provincianos era a província. Não poderia estar mais enganada! Para o delírio ser perfeito só faltava eu achar que as pessoas eram bolas de luz pura e transcendental... Felizmente não fui tão longe.

Hoje tive um encontro imediato de 3.º grau com duas criaturas do mais provinciano possível. Eu acreditava que já não as faziam assim mas afinal elas ainda andam por aí e por mais que se disfarcem, morrem pela boca.

O provincianismo, tal como o estilo, é um estado de espírito e não há roupa, sapatos ou maquilhagem de marca, jóias, telemóvel, carro ou o que quer que seja que exorcise o provincianismo. O primeiro sinal é a frase "Eu não gosto de andar para aí a falar dos outros, mas sabe daquilo que fulano-de-tal fez?". 

Para aqueles que são provincianos e querem andar camuflados, passando por pessoas normais, sugiro que fiquem calados, remetendo-se à sua insignificância. Já diz o ditado: se pensas que os outros te acham idiota, fica calado que é para eles não passarem a ter a certeza!

publicado por bonecatenebrosa às 01:39
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Coisas da Língua

Estava eu hoje a ver um programa do meu guru Eládio Clímaco, em que ele anda pelos caminhos de Portugal, quando ele vai falar com um produtor de queijos. Na legenda surge que o senhor não sei das quantas é "produtor de queijos acerca de 10 anos". Sendo a RTP o canal televisivo que apresenta o programa "Cuidado com a Língua" e tem as rubricas "Em Bom Português", talvez fosse de recordar que "acerca" significa "sobre", pelo que estavam a dizer que o senhor era "produtor de queijos sobre 10 anos" quando o correcto seria "há cerca".

Mas isto nem parece nada de especial quando, ainda há poucos dias, no telejornal do mesmo canal, enquanto anunciavam algumas políticas do governo, surge a palavra "numeação" ao invés de "nomeação" já que vem da palavra "nome".

Talvez isto não seja de admirar num país em que, nas provas de português, os erros ortográficos e gramaticais não são descontados. Assim, é provável que em breve vejamos numa prova de português o seguinte excerto dos Lusíadas:

 

"As armas e os barões acinalados

Ke, da Ossindental praia Luzitana

Por mares nunca dantes navegados

Paçaram ainda além da Taporbana

Em prigos e gerras exforssados

Mais do ke prometia a forssa umana

E entre jente remota edeficarão

Novo Reino, ke tanto soblimarão"

 

As perguntas serão algo deste tipo: "Identifique o que foi edificado" ou "Diga o que nunca foi navegado". E isto já é muito bom se compararmos com a alternativa do teste ser de escolha múltipla. Agora, tendo em conta aquilo a que os estudantes estão habituados, um teste "bué de difícil" pediria para dizer um sinónimo de "Lusitana" e, logo aí, colocar-se-ia a questão de saber o que é um sinónimo.

Noutro momento darei mais algumas opiniões sobre o sistema de ensino e os seus intervenientes mas, por agora, fica o reparo à RTP e a versão correcta dos Lusíadas (não vá algum chico-esperto acreditar que o que escrevi em cima está certo):

 

"As armas e os barões assinalados

Que, da Ocidental praia Lusitana

Por mares nunca dantes navegados

Passaram ainda além da Taprobana

Em perigos e guerras esforçados

Mais do que prometia a força humana

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram".

publicado por bonecatenebrosa às 00:20
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Domingo, 17 de Junho de 2007

Só mais uma semana para votar

Continua a decorrer a votação "Dúvida existencial: afinal o que é pior?". Esta votação vai-se manter até ao próximo Domingo, dia 24, quando divulgarei os resultados. Aproveitem até lá para votar, a vossa colaboração será sempre bem vinda.
publicado por bonecatenebrosa às 13:58
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3 vivas para Mário Lino!

Encontrei esta notícia no Sapo: "Portugal é um dos três países mais desertificados da Europa segundo as últimas análises realizadas pela Agência Espacial Europeia e pela Desert Watch."

Afinal andámos a dizer cobras e lagartos do Mário Lino quando, no fundo, ele tinha razão. O único erro dele foi a omissão de que o deserto era Portugal inteiro e não somente a margem Sul.

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publicado por bonecatenebrosa às 13:47
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Sábado, 16 de Junho de 2007

Posso dar uma ajudinha?

Ouvi dizer que o CDS-PP tem alguns nomes suspeitos entre os seus diversos recibos, o que parece ser assunto digno de investigação.

Tendo em conta que as "tias" e "tios" geralmente são do CDS-PP, talvez as autoridades devessem ser um pouco mais tolerantes com aqueles que assinaram Bibá, Titó, Ninó, Pitá, Didu, etc. É que isto de escrever nomes com 6 apelidos hifenizados dá trabalho e é melhor abreviar.

Se ainda assim não for suficiente e precisarem de mais uma assinatura, eu posso sempre assinar como bonecatenebrosa. Têm mesmo é de me pagar muito bem porque, para ajudar o CDS-PP, só se a compensação for muito boa.

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publicado por bonecatenebrosa às 14:44
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

6.ª Sobrenatural - Nova rubrica

A partir de hoje, e sempre à 6.ª feira, a bonecatenebrosa vai apresentar uma pequena história relativa ao sobrenatural, paranormal, oculto ou o que mais lhe quiserem chamar.

Para começar, aqui fica uma descrição curtinha, retirada da caderneta "É incrível!... Mas certo". Esta ainda é ligeira, mas prometo em breve trazer outras mais macabras:

"A lenda dos raposos de Gormanston conta que cada vez que um nobre da família ia morrer, o castelo de Meath (Irlanda) ficava rodeado por raposos. Em Setembro de 1876, Lady Gormanston observou, certa noite, como um grupo de raposos rodeava a grade do castelo. O seu marido morreu naquela noite e os animais seguiram o ataúde até este ser depositado na sepultura".

publicado por bonecatenebrosa às 14:54
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Diz que é uma espécie de roubo

Muitos portugueses ficaram indignados quando uma senhora de 75 anos foi acusada de ter roubado um creme no valor de 3.99 euros de um supermercado. Argumentavam algumas pessoas que "coitadinha da senhora, é apenas uma idosa e o produto só custava 3.99 euros". Esquecem-se que no Código Penal não diz em lado nenhum que os crimes de furto e roubo só se verificam quando o delinquente tem menos de 75 anos e os produtos roubados têm valor superior a 4 euros. Se assim fosse, qualquer velhinha poderia ir todos os dias à loja dos 1.5 euros roubar um produto e montar o seu próprio negócio.

A lei existe para ser cumprida e, se ela tivesse mesmo roubado, não era só por ser velha que estava tudo bem. Já basta passarem à frente nas filas para os autocarros e ficarem com os lugares nos transportes, andarem mesmo no meio das ruas a passo de caracol, passarem o tempo a queixarem-se de todos os problemas de saúde que os afligem, usufruírem de descontos em vários serviços, reclamarem que a juventude está perdida e dizerem que devia haver um Salazar em cada esquina!

Aparentemente, a senhora não roubou nada. No entanto, numa das poucas oportunidades em que poderia fazer valer os seus direitos, acusando o supermercado de lhe ter causado danos morais, e recebendo uma indemnização que poderia permitir-lhe comprar todos os medicamentos que lhe fazem falta sem nunca ter de passar necessidades, a senhora prefere ficar quietinha e não ter mais chatices.

Isto não são brandos costumes. São costumes de um país de panhonhas...

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publicado por bonecatenebrosa às 23:12
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Como na Europa

Encontrei este site, feito por uma italiano, e acho que merece uma olhadela (o site, não o italiano).

http://www.infonegocio.com/xeron/bruno/italy.html

Aproveitem para ver que, se calhar, afinal somos mais parecidos com os italianos do que aquilo que pensávamos.

publicado por bonecatenebrosa às 14:53
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Dúvida existencial: afinal o que é pior?

Há pouco tempo, ouvi uma pessoa simples colocar uma das questões mais pertinentes de todos os tempos. Andam para aí filósofos a tentar descobrir o sentido da vida, de onde vimos, para onde vamos e o que fazemos aqui quando, na prática, nada disto interessa.

Importa colocar questões directamente relacionadas com problemas quotidianos. Ora, se assumirmos, como diz o povo, que a prostituição é a mais velha profissão do mundo, esta dúvida já deveria ter sido colocada há muito tempo. Afinal o que é pior? A puta da vida ou a vida da puta?

Esta dúvida tem-me atormentado principalmente por 2 motivos. O primeiro é que, como só conheço a puta da vida e não a vida da puta, não tenho termo de comparação, pelo que peço às putas que dêem o seu contributo para o esclarecimento colectivo. O segundo é que, se se vier a provar que a vida da puta é melhor que a puta da vida, então talvez seja altura de começar a pensar em mudar de emprego. Será que nessa profissão também é preciso ter cunhas? Espero que não...

Conto com a vossa ajuda para solucionar este dilema. Para isso, vão à área das votações no lado direito do ecrã.

publicado por bonecatenebrosa às 00:02
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Hoje é dia de festa

Pois é, parece que ao fim de quase 2 meses de existência, a bonecatenebrosa já foi visitada por mais de 1000 pessoas. Assim sendo, parabéns para mim, e os meus agradecimentos para vós.

Aqui fica algo delicioso para as comemorações:

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Domingo, 10 de Junho de 2007

Ansiosamente esperando o fim do mundo

Diz assim a página inicial do sapo: "Mais de 100 milhões de pessoas sofrerão da doença de Alzheimer em todo o mundo em 2050, segundo um novo estudo hoje divulgado numa conferência sobre esta patologia.".

Digo assim eu: "Mas vocês acreditam mesmo que ainda cá vai andar alguém em 2050? Mesmo que seja a sofrer de Alzheimer?". Os senhores que fazem estes estudos são um bocadinho ingénuos. Só um bocadinho...

A meu ver, o mundo tal como o conhecemos vai acabar ainda na próxima década. Aliás, vou ver se começo a preparar-me para esse espectacular evento, ao qual tenciono comparecer. Não é por não ter grandes alternativas, é mesmo porque estou ansiosa para que chegue o grande dia.

E não sou só eu! Todas as baratas que conheço estão em pulgas (atenção, baratas em pulgas) para dominar o mundo após o nosso desaparecimento. Assim sendo, vamos lá cuidar do ambiente para deixar um planetinha porreiro às baratas que ficarem cá a viver. Juizinho!

publicado por bonecatenebrosa às 23:44
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Dia de qualquer coisa

A partir do momento em que temos um Dia das Mentiras, porque não haveríamos de ter um Dia de Portugal? Tendo em conta que este ano decidiram levar as comemorações para o deserto, acho que alguns camelos podiam aproveitar para ficar por lá.

Bom feriado para todos (apesar de calhar num Domingo).

publicado por bonecatenebrosa às 13:48
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Sábado, 9 de Junho de 2007

Espectáculos de Verão

Bem sei que estamos na época do Alive, com Pearl Jam e Smashing Pumpkins, entre outros. Ou seja, bandas que, de um modo geral, têm o condão de me deixar feliz, o que não é tarefa fácil.

Mas não posso deixar de pensar que, se são espectáculos de Verão, deviam ser refrescantes e, no fundo, mais fresco que isto não há:

http://www.youtube.com/watch?v=PkB8RqxDloU

http://www.youtube.com/watch?v=IP-F6E8MbDs&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=tYkm3d_JNmI&mode=related&search=

Aqui fica a ideia de mais um artista que poderia ser convidado para o ano.

publicado por bonecatenebrosa às 14:41
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

O desporto radical de andar na universidade

A Universidade Independente, esse antro de cultura, onde o ensino é rigoroso e extremamente exigente, está à procura de alunos.

Não sei se será muito boa ideia. Afinal de contas, os que lá estão já devem estar arrependidos e os que não estão, só se inscrevem se forem mesmo muito burros porque, das duas uma: ou não têm nota para outras universidades, ou têm mas estão convencidos de que a UnI tem prestígio... Ah, esperem, uma terceira hipótese: têm uma cunha valente e sabem que quando saírem de lá, mesmo que o diploma seja feito de papel higiénico, vão ter um cargo político altamente remunerado!

Mais cómico ainda é a UnI apresentar-se como um local que proporciona experiências únicas, emoções fortes, radicais e arriscadas. Sou obrigada a concordar. De facto, a obtenção de documentos ilegais parece-me uma experiência de alto risco, eu diria mesmo um desporto radical, principalmente se for necessário arrombar a Secretaria num final de semana para roubar carimbos e selos brancos. Além disso, a ideia de entrar para uma universidade e pagar propinas sem nunca se saber quando a universidade vai fechar ou como se vão processar as transferências, também me parece uma fonte inesgotável de emoções fortes.

Em conclusão, acho que a única coisa verdadeiramente autêntica que se faz na UnI é mesmo a publicidade.

publicado por bonecatenebrosa às 17:28
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Como os americanos vêem o mundo

E porque gozar com os americanos nunca é demais, cá está o mundo tal como eles o vêem:

publicado por bonecatenebrosa às 16:43
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

O empata, esse estranho animal

Hoje, logo de manhã, tive o desprazer de contactar com uma daquelas pessoas vulgarmente conhecidas por empatas. É uma das espécies animais mais irritantes e, infelizmente, não está em vias de extinção.

Uma das coisas mais frustrantes é ter trabalho para fazer, prazos para cumprir, querer ter as coisas prontas, e estar dependente de um empata para tudo. E ainda piores são os empatas com poder suficiente para boicotar, cacarejando do alto da sua arrogância que querem, podem e mandam.

Pois eu quero, posso e mando-os à merda. E que façam boa viagem!

Fica o desabafo.

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publicado por bonecatenebrosa às 20:45
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

A importância de uma erecção

Ainda no mês passado, um indivíduo condenado por três crimes de tentativa de abuso sexual de crianças e pelo crime de abuso sexual de criança (um rapaz de 13 anos) na forma continuada, viu a sua pena ser reduzida de 7,5 anos para 5 anos pelo Supremo Tribunal de Justiça. Diz o STJ que é diferente praticar esses actos com uma criança de 5 ou 6 anos ou com um jovem de 13 anos "que despertou já para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade". Apesar da longevidade da maior parte dos juízes do STJ, acho que é uma boa altura para perguntar se, eles próprios, alguma vez passaram da puberdade.

Há alguns anos ficou famoso o acórdão em que se fazia referência à "coutada do macho ibérico". Para quem não sabe ou não se lembra, duas turistas foram violadas por um português. O facto de não terem consigo companhia masculina que as protegesse e de estarem com roupas frescas em pleno Verão parece ter sido o suficiente para que os doutos juízes achassem que elas estavam a pedi-las e, vai daí, reduziram a pena ao violador. Afinal, num país tão católico, parece que há quem ache que as mulheres só devem sair de casa na companhia de homens e, de preferência, usando burka. Se andam para aí a mostrar a carninha, essas badalhocas sujeitam-se...

Há não tanto tempo, outra história interessante, foi a de uma mulher assassinada pelo marido, depois de vários anos de maus-tratos. Desta feita, a pena do homicida foi reduzida porque, aparentemente, a mulher cozinhava mal e não sabia passar a roupa a ferro como deve ser. Grande vaca! Então o coitado do homem casou-se com ela cheio de vontade de a amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e enquanto lhe arreia porrada, e essa estúpida não sabe cozinhar nem passar a ferro? Será que ela não estava satisfeita com o ordenado de empregada doméstica? Ou será que ele não lhe pagava porque, ao fim ao cabo, se casou com ela, ser empregada deveria vir por acréscimo? Acho que os juízes do STJ são desta opinião.

Ainda mais recentemente foi a história dos maus-tratos da responsável de um lar às crianças deficientes mentais que estavam institucionalizadas nesse local. O STJ acha que as estaladas e palmadas que a senhora dava eram um castigo lícito, aceitável e normal que qualquer "bom pai de família" poderia dar no exercício das suas funções educativas. Sou da opinião que as crianças, de uma maneira geral, não ficam traumatizadas por levar uma palmada e, nalguns casos, acho que as palmadas têm uma função muito pedagógica, principalmente em miúdos mimados que fazem birras por tudo e por nada e ainda batem na avó. No entanto, parece que a senhora não se limitava a dar palmadas, também fechava os miúdos na despensa às escuras e amarrava-os à cama. Isto já não me parece tão pedagógico, principalmente se relembrarmos que são crianças com deficiências mentais. Mas os senhores juízes, como "bons pais de família" que devem ser, lá sabem o que fazem no recato do seu lar às respectivas mulheres e filhos.

E chega-se assim ao caso actual, do rapaz de 13 anos, vítima da abuso sexual e capaz de erecção. Embora eu entenda a lógica de o aumento da idade da criança justificar a redução da pena ao abusador, esta é apenas uma pequena parte da questão. Eu entendo que este tipo de crime, tal como outros crimes que agora não interessam, possa ter nuances que importa considerar, como por exemplo o tipo de abuso (apalpão é diferente de penetração), a regularidade (uma vez é diferente de todos os dias), etc. O que não interessa nada é se o rapaz já atingiu a puberdade ou não. Aliás, uma rapariga pode atingir a puberdade aos 8 anos enquanto outra atinge apenas aos 16 e isso não torna a primeira mais madura e capaz de tomar decisões relativamente à sua vida sexual do que a segunda. O que interessa é que a lei define que a prática de actos sexuais com crianças até ao 14 anos configura crime de abuso sexual, pelo que a puberdade não é para aqui chamada. Daqui a nada, os juízes aparecem mascarados como num antigo anúncio da Evax, dizendo "Sou a tua menstruação, vamos fazer uma festa, trouxe confetis e, já agora, se abusarem sexualmente de ti, a partir de hoje estás por tua conta".

Não é preciso eu ser homem para saber que uma erecção não é um acto voluntário: acontece durante o sono ao homem adormecido e, já agora, durante um enforcamento ao homem enforcado. Os juízes, sendo na sua maioria homens, ainda deveriam saber isso melhor que eu. No entanto, parece-me que estão demasiado ocupados a fazer juízos morais e de valores, para se preocuparem em tratar os assuntos com objectividade e exactidão. É triste, porque a continuar assim, não falta muito para que em vez de um STJ tenhamos uma Suprema Milícia Popular.

publicado por bonecatenebrosa às 11:25
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