Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

6.ª Sobrenatural - "Lugares vazios" (1)

"Anualmente desaparecem no mundo centenas de milhares de pessoas, por causas conhecidas ou simplesmente prováveis. No entanto, há casos que não se enquadram nos padrões normais e que para sempre permanecem envolvidos no mistério. A história e a literatura fantástica narram muitos destes casos. Qual é o segredo dos desaparecimentos inexplicáveis?

O caso Worson, ocorrido em Inglaterra, deixou perplexos os habitantes de Warwickshire.

Worson era sapateiro de profissão e tinha, nos tempos da sua juventude, ganho fama de atleta; corria distâncias consideráveis sem se cansar. Um dia um amigo apostou que ele não aguentaria correr até Coventry, que distava 65 quilómetros do local em que se encontravam.

A aposta foi imediatamente aceite por Worson, que se pôs a correr acompanhado por mais duas pessoas. Os primeiros quilómetros foram fáceis. De repente Worson pareceu tropeçar. Gritou e desapareceu como se tivesse sido engolido por um buraco, para não mais voltar.

Outro desaparecimento misterioso - que se tornou um clássico do género - foi o de Charles Ashmore, rapaz de dezasseis anos que morava com seus pais numa quinta perto de Quincy, Illinois, EUA.

O jovem Ashmore saiu de casa num fim de tarde para ir buscar água ao poço e nunca mais apareceu. Foi procurado por seu pai e pela irmã, que viram as suas pegadas na neve. O rasto de Ashmore não tinha chegado ao poço, cuja água permanecia intocada, mantendo uma camada de gelo à superfície. Parecia que Ashmore tinha, pura e simplesmente, desaparecido no ar.

A mãe de Ashmore e alguns vizinhos relatam que, às vezes, conseguiam ouvir a voz do rapaz chamando e pedindo ajuda, mas não percebiam de onde ela vinha. Os pedidos de socorro do jovem só desapareceram completamente no Verão seguinte.

Este caso foi estudado exaustivamente por Ambrose Bierce, que veio, ele também, a desaparecer misteriosamente em 1914, quando visitava o México.

Será que a ciência é capaz de fornecer uma explicação razoável para estes fenómenos?

Alguns cientistas afirmam que no nosso mundo visível existem «lugares vazios», como se fossem buracos na estrutura dimensional, por onde seres vivos e inanimados podem passar e desaparecer, por vezes para sempre. O famoso Triângulo das Bermudas, no Pacífico, seria um desses lugares.

Estes «buracos» podem abrir-se e fechar-se, e simplesmente engolir para outra dimensão tudo o que lá estiver, afirma o físico britânico John Taylor. A existência de «espaços dimensionais mais elevados» é incontestável para a maioria dos grandes matemáticos e físicos contemporâneos.

Mesmo antes de Einstein, Karl Gauss, Johan H. Lambert, Hermann von Helmholtz, Bernard Riemann, Poincaré e Minkovski tinham pensado em espaços de quatro, cinco e mais dimensões.

Poincaré dizia: «Não quebrem a cabeça com a questão da quarta dimensão. É absolutamente impossível imaginá-la, mas mesmo assim ela existe e os seus hiperespaços são factos incontestáveis»".

 

Artigo do jornal A Capital

 

1 - Esta história dá todo um novo sentido à frase "só queria meter-me num buraco e desaparecer"

2 - Se eu fosse o meu amigo Sempenas (http://sempenas.blogs.sapo.pt) já teria feito uma comparação maldosa com a Elsa Raposo, mas deixo isso para o mestre!

publicado por bonecatenebrosa às 13:36
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2 comentários:
De planiciemetalica a 5 de Julho de 2008 às 23:19
Lembrei-me de um livro que li em tempos chamado "The 4th Dimension". Era mesmo em inglês e era completamente marado, embora apresentasse fundamentação cientíífica para todas as suas teorias ligadas à existência de dimesões superiores à nossa, que justificam fenómenos como os que descreves.

Como homologia, havia desenhos com quadradinhos planos numa folha de papel que era o seu mundo bidimensional, mas aparecia uma mão humana, de uma criatura do mundo tridimensional, que arrancava um quadradinho do seu mundinho. O pobre ficava aflito, sem perceber o que lhe acontecera, e os outros só o viam desaparecer de repente e também não entendiam nada. Quando ele voltava e descrevia a maneira como tinha visto o mundo plano de cima, chamavam-lhe maluco e mandavam-no calar-se...
De bonecatenebrosa a 6 de Julho de 2008 às 18:55
Coitadinho do quadrado. No fundo ele era um visionário e um profeta e ninguém lhe deu o devido valor... Já me estou a identificar com ele!

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